As dívidas dos dez clubes brasileiros mais endividados somam R$ 17,68 bilhões, segundo levantamento divulgado pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), em 21 de outubro de 2026. Os números têm como referência os balanços financeiros encerrados em 31 de dezembro de 2025.
O Corinthians aparece na primeira posição, com R$ 2,76 bilhões em dívidas. Na sequência estão Atlético-MG, com R$ 2,66 bilhões, e São Paulo, com R$ 2,45 bilhões. Botafogo e Palmeiras completam os cinco primeiros colocados.
Os valores mostram a dimensão dos compromissos financeiros acumulados por grandes equipes do futebol nacional. Quatro clubes do ranking possuem dívidas superiores a R$ 2 bilhões.
Os dez clubes mais endividados
- Corinthians — R$ 2,76 bilhões
- Atlético-MG — R$ 2,66 bilhões
- São Paulo — R$ 2,45 bilhões
- Botafogo — R$ 2,01 bilhões
- Palmeiras — R$ 1,58 bilhão
- Cruzeiro — R$ 1,36 bilhão
- Internacional — R$ 1,27 bilhão
- Flamengo — R$ 1,26 bilhão
- Santos — R$ 1,23 bilhão
- Vasco — R$ 1,10 bilhão
Dívida alta não significa a mesma situação para todos
O valor total devido não conta toda a história financeira de um clube. Também é necessário observar os prazos de pagamento, as receitas, os juros, os compromissos com jogadores e fornecedores e a capacidade de gerar recursos.
Uma dívida de longo prazo pode ter impacto diferente de uma obrigação que precisa ser paga nos próximos meses. Por isso, o tamanho do passivo deve ser analisado junto com a situação de caixa e os vencimentos.
O Corinthians, por exemplo, enfrenta dificuldades para regularizar compromissos financeiros. Já o Atlético-MG trabalha para reorganizar suas obrigações, incluindo dívidas bancárias, tributárias e relacionadas à construção do estádio.
O levantamento também integra o acompanhamento financeiro do futebol brasileiro e permite comparar os clubes com base em informações contábeis.
Os números reforçam o tamanho do desafio de conciliar investimentos em jogadores, despesas operacionais e pagamento de dívidas. A sustentabilidade financeira depende não apenas de arrecadar mais, mas também de controlar gastos e cumprir os compromissos assumidos.
















