Muito além de uma conta bancária: como cada associado se torna dono do negócio e divide os lucros no Sicredi Dexis

Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, presidente da cooperativa detalha como funcionam as assembleias de prestação de contas, a remuneração do capital e o retorno financeiro aos membros.
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
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Maringá — A relação entre quem utiliza os serviços financeiros e a instituição onde o dinheiro é movimentado ganha contornos muito diferentes no cooperativismo de crédito. No podcast Ponto a Ponto, o presidente do Sicredi Dexis, Wellington Ferreira, explicou como opera a governança de uma cooperativa que soma mais de 300 mil membros e administra cerca de R$ 20 bilhões em recursos.

Em entrevista a Ronaldo Nezo, Wellington frisou que a instituição é regida por um modelo no qual cada associado é, simultaneamente, dono e usuário dos serviços oferecidos:

“O associado precisa entender que ele é dono e usuário. Não interessa quanto dinheiro ele tem aplicado: aqui dentro é uma pessoa, um voto. E a cooperativa só faz para um associado aquilo que ela pode fazer para todos”, explicou o executivo.

Da assembleia ao bolso do associado

Ferreira detalhou o ciclo anual de encerramento de balanço e prestação de contas. Com 114 agências ativas, a cooperativa realiza reuniões locais com os associados para apresentar as receitas, as despesas operacionais e o resultado final do exercício.

A partir da deliberação dos próprios membros em assembleia, o resultado acumulado tem destinos estatutários bem definidos:

  • Remuneração do capital social: o valor investido por cada cooperado no patrimônio da instituição rende juros anuais.
  • Reserva técnica e fundos sociais: recursos são retidos para fortalecer a liquidez da cooperativa, com repasse obrigatório de 5% ao Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (Fates), voltado a projetos comunitários e capacitação.
  • Divisão dos resultados (sobras): o valor restante é distribuído diretamente aos associados, de forma rigorosamente proporcional ao volume de movimentação — seja em operações de crédito, aplicações, cartões ou investimentos.

“O capital social é remunerado todo ano e serve inclusive como uma reserva financeira para a aposentadoria ou para projetos futuros da família. O associado participa, vota e decide a forma de distribuição”, completou Ferreira.

Serviço

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio

Assista o episódio completo do podcast no canal do Maringá Post no YouTube.