Na contramão dos grandes bancos: por que o Sicredi Dexis aposta em agências físicas e no atendimento “olho no olho”

No podcast Ponto a Ponto, Wellington Ferreira explica por que a cooperativa cria centros de convivência sem portas giratórias enquanto o sistema bancário tradicional encerra postos de atendimento.
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
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Maringá — Em um cenário em que a tecnologia móvel transferiu quase a totalidade das operações financeiras para a tela do celular e levou os grandes bancos a fecharem agências em ritmo acelerado, o Sicredi Dexis trilha um caminho oposto. A cooperativa mantém um plano contínuo de expansão de sua rede física, transformando agências tradicionais em espaços de convivência e consultoria presencial.

A estratégia foi detalhada pelo presidente do Sicredi Dexis, Wellington Ferreira, no podcast Ponto a Ponto, do portal Maringá Post, gravado no VMark Estúdio com apresentação do jornalista Ronaldo Nezo. Segundo Ferreira, a opção pelo acolhimento humano reflete a diferença estrutural entre uma instituição cooperativa e um banco de capital aberto:

“Os bancos fecham agências para melhorar a eficiência e dar retorno financeiro ao acionista. Eles cortam, cortam e cortam em cima da tecnologia. Não estão errados, é a visão deles. Mas a nossa essência é relacionamento, é respeito, são as pessoas”, pontuou o dirigente.

Ambientes abertos e sem caixas eletrônicos

Para Ferreira, as transações corriqueiras — como pagamentos, transferências e consultas de extrato — já não exigem a ida a uma instituição física. Por isso, o Sicredi Dexis redesenhou seus pontos de atendimento, eliminando barreiras físicas como portas giratórias e até mesmo baterias de caixas eletrônicos.

“Nós estamos criando agências sem porta giratória, sem caixa eletrônico, que funcionam como centros de convivência. O associado vai porque se sente bem para tomar um café, receber consultoria e acompanhar o mercado”, afirmou.

O executivo ressaltou que a digitalização não pode substituir o suporte humano em momentos decisivos: “É muito bacana fazer tudo em casa pelo aplicativo, mas se você precisar falar com alguém, isso tem um valor enorme. Se você precisar, você sabe quem é o seu gerente, quem vai te atender e quem vai resolver o seu problema”, concluiu Wellington.

Serviço

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio

Assista o episódio completo do podcast no canal do Maringá Post no YouTube.