Alguns estudantes chegam a passar o dia todo no colégio, não que isso seja um problema para eles. Após passarem a manhã tendo as aulas regulares, a tarde eles se dividem em grupos menores, com um espaço mais descontraído e, ao mesmo tempo, de concentração. É a oportunidade de tirar dúvidas que, por vezes, não foram respondidas dentro da sala de aula.
No Colégio Platão, a equipe pedagógica resolveu apostar em mentorias individuais e grupos de estudos específicos para estudantes que irão realizar a próxima edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas deste ano acontecem nos dias 8 e 15 de novembro, em edição que será a mais concorrida desde 2020, com mais de 5,1 milhões de inscritos buscando vagas em universidades públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou em privadas, com bolsas de 50%, 75% ou integrais a partir do Programa Universidade para Todos (ProUni).
No Paraná, serão mais de 221 mil participantes em 2026. Somente na turma de terceirão do Platão, 60% da turma de 35 estudantes prestarão o Enem. O Matheus Benassi, de 17 anos, decidiu apostar nas mentorias para realizar o sonho de cursar Medicina. Ele estuda em casa diariamente, mas destaca a importância de agarrar todas as oportunidades de preparo possíveis.
“Eu faço muita questão de provas, simulados, tento manter uma rotina de estudos diária, todo dia quando chego em casa. Mas a mentoria me abriu o olhar, aqui eu consigo tirar dúvidas de forma mais direta. Ter esse espaço mais próximo com os professores ajuda com questões bem específicas”, conta.
A Bianca Tsukuda, também participante das mentorias, afirma que com a proximidade da prova vale tudo, até ficar mais tempo na escola. “Não adianta só a gente ter o sonho e não se preparar. É o momento de fazer um esforço a mais, seja estudando em casa ou aqui”.
As mentorias são organizadas em grupos pequenos, de cinco a dez estudantes, sempre no contraturno para que todos tenham a oportunidade de participar. Aqueles que necessitam de um acompanhamento mais particular podem utilizar as salinhas de estudo, onde ficam somente o aluno e o professor daquela disciplina. Por algumas horas, eles tiram dúvidas em questões onde o estudante sente mais necessidade de aprofundamento ou que o professor identifica a oportunidade de trabalhar.
“É um período do ano que os alunos se cobram mais, estão mais tensos, então acaba sendo também um espaço para que eles se sintam mais confiantes. Nós trabalhamos não só o conteúdo, mas toda essa parte mental, mostramos que a preparação é uma construção ao longo do ano, que eles fizeram bem esse trabalho no dia a dia. Normalmente eles trazem as questões deles, que eles identificam mais dificuldade, mas nós também, como professores, aproveitamos o espaço para sugerir temas que são mais recorrentes na prova”, explica o professor de Filosofia e Sociologia, Henrique Martins, um dos coordenadores da mentoria.














