A Justiça Federal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra 12 ex-executivos das Americanas. Com a decisão, eles passam a responder formalmente a uma ação penal que investiga a fraude contábil que abalou a varejista e levou a empresa a pedir recuperação judicial.
A decisão foi tomada pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A denúncia havia sido apresentada pelo MPF em 2025 e foi recebida agora, em outubro de 2026. O processo tramita sob segredo de Justiça, o que limita a divulgação de detalhes sobre as acusações.
O que aconteceu nas Americanas?
O caso veio a público em janeiro de 2023, quando a companhia revelou inconsistências bilionárias em seus registros financeiros. A descoberta provocou uma crise de confiança entre investidores, credores e fornecedores.
As investigações passaram a apurar suspeitas de manipulação de informações contábeis e ocultação da real situação financeira da empresa. O episódio contribuiu para a crise que levou as Americanas a entrar com pedido de recuperação judicial, em meio a dívidas de dezenas de bilhões de reais.
A dimensão do caso tornou a fraude contábil um dos maiores escândalos recentes do mercado financeiro brasileiro.
Quem são os acusados?
Entre os nomes apontados em informações públicas sobre a denúncia estão Miguel Gutierrez, ex-presidente da companhia; Anna Saicali, ex-presidente da operação digital; e José Timótheo de Barros, ex-integrante da direção.
Os outros acusados incluem antigos diretores e executivos de diferentes áreas da empresa. Como o processo corre sob sigilo, não há acesso público irrestrito aos detalhes da decisão e às acusações individualizadas.
O que diz a empresa?
A Americanas informou que ainda não havia tido acesso à decisão judicial. A companhia declarou confiar na Justiça e nas autoridades para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados.
A empresa também reiterou que se considera vítima de uma fraude estruturada e dolosa atribuída a ex-integrantes de sua administração.
O avanço da ação penal abre uma nova etapa na tentativa de esclarecer responsabilidades pelo escândalo. O resultado poderá contribuir para compreender como as irregularidades foram praticadas em uma das maiores redes varejistas do País.
















