PM proíbe “Rua de Fogo” das torcidas do Maringá FC

PM proíbe “Rua de Fogo” das torcidas do Maringá FC
Foto: Reprodução Instagram
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O Maringá Futebol Clube informou nesta quinta-feira (15) que a Polícia Militar proibiu a realização da chamada “Rua de Fogo” antes dos jogos e reforçou as restrições ao uso de sinalizadores, fumaça e outros artefatos pirotécnicos no Estádio Willie Davids. As medidas foram discutidas em reunião entre representantes da corporação e responsáveis pelas torcidas organizadas, na sede do 4º Batalhão da Polícia Militar.

Segundo nota oficial divulgada pelo clube, as restrições foram determinadas após a identificação de conflitos e comportamentos violentos entre pequenos grupos de integrantes das próprias torcidas organizadas. De acordo com a Polícia Militar, as ocorrências colocam em risco os envolvidos, os demais torcedores, as famílias e a população que frequenta o estádio e seu entorno.

A utilização de artefatos pirotécnicos sem autorização das autoridades competentes também está entre as práticas restringidas. O clube menciona a Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), que prevê regras para a segurança nos eventos esportivos.

Clube pode sofrer novas sanções

Durante a reunião, as autoridades alertaram que a continuidade dos conflitos poderá resultar em novas medidas restritivas e penalizações ao Maringá FC.

Conforme informado pelo clube, as sanções previstas no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) incluem multas de R$ 100 a R$ 100 mil e, em situações de maior gravidade ou que prejudiquem o andamento da partida, perda do mando de campo de uma a dez partidas.

O Maringá FC afirmou que lamenta as restrições, por reconhecer a importância das manifestações festivas e do apoio das arquibancadas para a identidade da equipe. No entanto, ressaltou que não aceitará atitudes violentas, ameaças ou conflitos que comprometam a segurança dos torcedores e prejudiquem a instituição.

Maringá FC faz apelo às torcidas organizadas

Na nota, o clube pediu que os integrantes das torcidas organizadas encerrem imediatamente situações de rivalidade, ameaças e comportamentos violentos.

A diretoria também declarou apoio às autoridades de segurança pública e afirmou que adotará as medidas possíveis para evitar novas penalizações, colaborando com ações para garantir a segurança dentro do Estádio Willie Davids e em seu entorno.

Por fim, o clube destacou que valoriza a participação das torcidas organizadas, mas defendeu que o futebol seja um ambiente de festa, união, respeito e convivência familiar. Segundo o Maringá FC, a segurança e o bem-estar dos torcedores devem prevalecer sobre interesses individuais ou de grupos.