Exportações do Brasil à UE crescem 30% após acordo

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Paraná pode ampliar vendas de alimentos e produtos industriais; em Maringá, empresas também podem encontrar oportunidades de negócios e empregos.

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 30% desde maio, quando começou a aplicação provisória do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu. O aumento foi informado pelo ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias, e divulgado pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira (13).

Na prática, o acordo busca facilitar a venda de produtos brasileiros para os países europeus, com redução gradual de tarifas de importação para diversos produtos. A União Europeia reúne 27 países e um mercado de cerca de 450 milhões de habitantes.

O crescimento das exportações, porém, não significa que todo o avanço tenha sido provocado pelo acordo. O resultado também depende da demanda internacional, dos preços, da produção e da capacidade das empresas brasileiras de atender aos compradores.

O que muda para o Paraná

O Paraná tem motivos para acompanhar de perto essa abertura comercial. Em 2025, o Estado exportou US$ 2,46 bilhões em mercadorias para a União Europeia, o equivalente a 10,4% de todas as suas vendas externas.

O principal produto foi o farelo de soja, com US$ 950 milhões. Também tiveram destaque a madeira compensada, com US$ 203 milhões, e a carne de frango, com US$ 187 milhões.

Com a redução de tarifas prevista no acordo, empresas paranaenses poderão ganhar espaço no mercado europeu. Isso pode beneficiar o agronegócio, as cooperativas, a indústria e os serviços ligados ao comércio exterior.

A oportunidade não se limita à venda de alimentos. O Paraná também exporta máquinas para terraplanagem, produtos químicos e peças para motores de veículos para o bloco europeu.

E onde Maringá entra nessa história?

Maringá está em uma região com forte presença do agronegócio, de cooperativas, de indústrias e de empresas que prestam serviços ao setor produtivo. Esse conjunto pode ajudar a cidade a aproveitar novas oportunidades comerciais.

Uma empresa local que consiga vender mais para o exterior pode precisar produzir mais, contratar funcionários, comprar de fornecedores e ampliar sua estrutura. O movimento também pode gerar demanda por transporte, armazenagem, serviços financeiros, tecnologia e logística.

Há, portanto, uma possibilidade de efeitos positivos sobre a economia local, mas não existe garantia de que o aumento das exportações brasileiras para a Europa se transforme automaticamente em novos empregos ou renda em Maringá.

Para medir o efeito direto na cidade, seria necessário identificar quanto Maringá exporta especificamente para a União Europeia, quais produtos são vendidos e quantas empresas locais já atendem esse mercado. Os dados gerais do Brasil e do Paraná não permitem afirmar, sozinhos, qual será o ganho municipal.

Oportunidade exige preparação

O acordo abre portas, mas vender para a Europa exige cumprir regras sanitárias, ambientais, técnicas e de qualidade. Dependendo do produto, essas exigências podem ser rigorosas, e a redução de tarifas não elimina as barreiras.

Para o Paraná e Maringá, o desafio será transformar a abertura comercial em negócios concretos: encontrar compradores, melhorar a competitividade, investir em tecnologia e garantir condições para entregar os produtos.

O crescimento de 30% anunciado pelo governo indica um movimento positivo nas vendas brasileiras para a Europa. O próximo passo será verificar quanto desse avanço se mantém e quais setores e regiões conseguem aproveitar a oportunidade.