Primas de Cianorte desaparecidas desde abril serão sepultadas nesta quinta-feira (1º)

Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida | Foto: Reprodução/Redes sociais
Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida | Foto: Reprodução/Redes sociais
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Cinco meses e dez dias depois de desaparecerem, as primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, serão veladas e, posteriormente, sepultadas nesta quinta-feira (1º). Moradoras de Cianorte, as jovens desapareceram em 21 de abril, após deixarem uma boate em Paranavaí.

A despedida acontece depois de meses de buscas e de uma investigação que levou os policiais até uma área rural de Paraíso do Norte, onde ossadas foram encontradas em agosto. Exames realizados posteriormente confirmaram que os restos mortais pertenciam às duas jovens.

Os corpos foram liberados pelo Instituto Médico-Legal (IML) para que as famílias pudessem realizar as despedidas. Letycia será velada na Capela Municipal de Cianorte e sepultada às 16h, no município. Sttela também será velada antes de ser sepultada em Jussara.

O desaparecimento

Letycia e Sttela desapareceram depois de uma noite em uma boate de Paranavaí. As últimas informações obtidas durante a investigação indicaram que as duas entraram em uma caminhonete após deixarem o estabelecimento.

A partir daí, a Polícia Civil passou a reunir imagens de câmeras, depoimentos e outras informações para reconstruir os últimos momentos das jovens.

Com o avanço da investigação, o caso passou a ser tratado como duplo homicídio. A localização das ossadas, meses depois do desaparecimento, foi um dos principais pontos para o avanço da apuração.

Ossadas foram encontradas em área rural

Em agosto, policiais chegaram a uma região de mata e canavial em Paraíso do Norte e localizaram os restos mortais enterrados. A indicação do ponto teria partido de um segundo homem investigado no caso, conhecido pelo apelido de “Magrão”.

Após a realização dos exames periciais, a Polícia Científica confirmou a identidade das vítimas.

Segundo a Polícia Civil, o homem apontado como principal suspeito era Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos. Ele teria sido a última pessoa vista com as jovens e passou a ser procurado pelas autoridades.

A investigação aponta que, depois das mortes, os corpos teriam sido transportados até a região de Paraíso do Norte. Posteriormente, Clayton teria buscado auxílio em Umuarama e contado com a participação de “Magrão” para ocultar os corpos.

Principal suspeito morreu durante abordagem

Clayton era considerado foragido quando foi localizado em Mandaguari. Ele morreu durante uma abordagem policial.

O segundo investigado, “Magrão”, foi preso em Umuarama e levado para Cianorte. De acordo com a Polícia Civil, foi a partir das informações fornecidas por ele que os investigadores chegaram ao ponto onde as ossadas estavam enterradas.

A polícia também apura se os envolvidos tinham relação com outros crimes e busca esclarecer todos os fatos que antecederam e sucederam o desaparecimento das primas.

Investigação continua

Apesar da localização e identificação das vítimas, a investigação ainda não foi encerrada. A motivação do crime permanece sob apuração da Polícia Civil.

Entre os elementos analisados pelos investigadores estão registros de câmeras de segurança, depoimentos e informações obtidas durante a apuração. Segundo a polícia, houve uma discussão antes das mortes, mas as circunstâncias e a motivação ainda precisam ser esclarecidas no decorrer do inquérito.

Até o momento, não foi divulgada uma previsão para a conclusão da investigação.