A arrecadação de impostos e taxas aumentou 15,08% em Maringá entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O crescimento foi puxado principalmente pelo IPTU, cuja arrecadação passou de R$ 261,96 milhões para R$ 334,18 milhões, alta de 27,57%.
Os números fazem parte da prestação de contas do segundo quadrimestre, apresentada nesta terça-feira (29), durante audiência pública na Câmara Municipal.
Enquanto a arrecadação própria avançou, os repasses recebidos do Estado recuaram 4,36% em relação aos oito primeiros meses de 2025. Entre eles, o IPVA teve queda de 26,14%.
Receitas e despesas
Entre janeiro e agosto, Maringá arrecadou R$ 2,38 bilhões, o equivalente a 68,62% da previsão de receitas para todo o ano. As despesas empenhadas no período chegaram a R$ 2,33 bilhões, resultando em uma diferença de R$ 55,14 milhões entre receitas e despesas empenhadas.
Ao final de agosto, o município registrava R$ 424,68 milhões em resultado financeiro. Desse total, R$ 226,03 milhões estavam vinculados a finalidades específicas e R$ 198,65 milhões eram recursos livres.
Saúde, Educação e pessoal
Até agosto, 20,36% da receita havia sido aplicada em ações e serviços públicos de Saúde. Na Educação, o percentual registrado era de 20,53%. O mínimo constitucional para a área é de 25% ao longo do ano.
As despesas com pessoal e encargos representaram 43,22% da Receita Corrente Líquida ajustada. O índice ficou 3,69 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período de 2025 e abaixo do limite prudencial de 51,3% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.
A prestação de contas foi apresentada pela Secretaria de Fazenda durante audiência pública na Câmara Municipal de Maringá.




















