Livro que reúne psicanálise, cinema, poesia e literatura será lançado em Maringá

“Nenhuma Paixão em Vão”, de Vinícius Romagnolli Rodrigues Gomes, chega ao público nesta sexta (2), com lançamento no Cidade Aruna
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O que cinema, poesia, mitologia, literatura e psicanálise podem ter em comum? Para o psicólogo e psicanalista Vinícius Romagnolli Rodrigues Gomes, todas essas linguagens ajudam a entender melhor o ser humano. É a partir desse olhar que ele escreveu “Nenhuma Paixão em Vão – 20 anos da formação de um psicanalista”, que será lançado nesta sexta-feira  (2) , às 19h, no Cidade Aruna, em Maringá.

O livro é, ao mesmo tempo, um registro de trajetória e uma reunião das paixões que acompanharam Vinícius ao longo de duas décadas. A obra percorre sua formação na Psicologia e na Psicanálise, mas também passa por filmes, poemas, livros, mitos e autores que fizeram parte de sua caminhada.

A ideia de transformar tudo isso em livro surgiu de um hábito antigo do autor. Vinícius conta que sempre gostou de fazer balanços da própria vida, principalmente em aniversários e viradas de ano. Com o tempo, percebeu que seus escritos e interesses contavam uma história sobre quem ele havia se tornado.

“É um esforço nesse sentido; condensar aquilo que me marcou ao longo desses anos tão preciosos de formação, fazer uma síntese de tudo que vivi e me transformou em quem sou hoje”, explica.

O título Nenhuma Paixão em Vão resume uma ideia importante para o autor, como tudo aquilo que desperta nosso interesse pode deixar marcas e participar da construção de quem somos. E as paixões de Vinícius são muitas.

Ainda no primeiro ano da faculdade de Psicologia, ele se encantou por Filosofia, Sociologia e História. Depois vieram a Psicologia Analítica, a Psicanálise e a Antropologia. Literatura, poesia e cinema também ganharam espaço e passaram a dialogar com seu trabalho.

Essa busca por diferentes formas de compreender o ser humano também explica a presença da arte no livro. Para Vinícius, cinema, poesia e mitologia são linguagens que ajudam a acessar sentimentos, desejos e histórias que nem sempre conseguimos explicar diretamente.

Cinema

O cinema é uma de suas grandes paixões. Entre os filmes que mais o marcaram está Cinema Paradiso, principalmente pela relação do personagem Totó com os filmes que fizeram parte de sua vida. Outro destaque é Boyhood: da infância à juventude, de Richard Linklater, justamente por mostrar como as pessoas mudam ao longo do tempo.

“Gosto particularmente dos filmes do diretor Richard Linklater que me tocou em especial com ‘Boyhood: da infância a juventude’, justamente por essa perspectiva temporal que mostra como a gente vai se moldando ao longo dos anos numa espécie de sobreposição de camadas que vão se somando até chegar à versão mais atual”, explica.

A poesia também tem um lugar especial. Vinícius lembra que Freud admirava os poetas pela liberdade que tinham para chegar à verdade emocional. Para ele, a poesia consegue dizer em poucas palavras aquilo que, muitas vezes, a psicanálise leva muito tempo para alcançar.

“Adoro adágios, aforismos e pequenos poemas justamente por essa capacidade de síntese e condensação de coisas muito sofisticadas e complexas de modo simples. No fim das contas, a simplicidade é muito complexa!”, afirma.

Mas a formação de um psicanalista não acontece apenas nos livros. Para Vinícius, os encontros com outras pessoas são fundamentais. Uma frase que escreveu no passado resume essa ideia: “Mais do que os livros que li, foram fundamentais aqueles com quem convivi”.

No fim, Vinícius espera que o livro não seja apenas sobre ele. Sua maior expectativa é que a trajetória contada na obra desperte no leitor a vontade de olhar para a própria vida, para suas paixões e para aquilo que deseja construir. “Se meu livro inspirar alguém a levar uma vida mais criativa, já vou ficar muito feliz.”

Serviço –  lançamento de Nenhuma Paixão em Vão – 20 anos da formação de um psicanalista – Sexta (2), às 19h, no Cidade Aruna, em Maringá. O livro também estará disponível nas plataformas digitais. (Com informações de Cibele Chacon)