Acesso total ao evento e uma missão – mostrar aos leitores do Maringá Post bastidores sobre os artistas. Como funciona um camarim? O que fazem? Como se comportam? Como recebem os fãs e a imprensa? Como são os produtores? A equipe, por meio de Mari Parma e Luiza Dias, observou por mais de doze horas as movimentações nos bastidores, a emoção dos fãs e o comportamento dos cantores no Tropicadelia. O evento ocorreu no sábado (26), em Londrina, e contou com 27 shows e 33 artistas, distribuídos em três palcos.
————————————————————————————————————————————————-
DE FÃ JORNALISTA A FÃ LEITORES – POR MARI PARMA
Em um festival, a habilidade de tomar decisões rápidas é extremamente necessária – e a equipe precisou utilizá-la várias vezes. Tentar uma entrevista com MC Livinho, no Palco Tropical, ou com a Nandatsunami, no palco Lab?
Algumas das vezes, a razão era necessária para decidir as coisas. Em outras, a emoção de fã e o faro jornalístico fala mais alto. Foi quando encontrei Criolo, meu artista favorito, andando pelos corredores do camarim.
Ele andava sereno, já havia dado entrevistas a alguns veículos e realizado o show. A emoção foi tanta que não deu tempo de pensar em uma estratégia de abordagem ou algo do tipo. Chamei pelo nome, e ele olhou como quem estava com a bateria social de falar com fãs e imprensa baixíssima. Um “não” a gente já tem, mas sempre há um medo de levar um “não” de seu ídolo.
Falei a ele que tinha ido ao show de São Paulo em abril deste ano, e que ambos os shows – do Tropicadelia e em SP- tinham sido sensacionais. Pedi que ele “desse uma palavinha” ou tirasse uma foto comigo, e ele topou tirar uma foto. O receio de estar incomodando era tanto que eu só tirei uma selfie rapidamente segui para os próximos desafios.

O camarim de Criolo, apresentava as músicas dele, era calmo, sereno, sem tanta gente. Na saída do artista, ele foi até mim se despedir, fiquei muito feliz. Às vezes, respeitar o momento do artista favorito vale mais do que ter uma entrevista.
YAGO, OGENTEFINA
Passada a adrenalina de conversar com o Criolo, vejo Yago Oproprio andando no mesmo corredor – o camarim dele ficava ao lado do reservado ao Criolo. Com ele, já estava um pouco mais tranquila, e pedi diretamente uma entrevista (ou uma palavrinha, como eu prefiro dizer para não assustar). Ele aceitou prontamente, e foi muito simpático. Conversamos um pouco mais – Yago, eu e Rô Rosa, cantor e compositor, além de irmão de Yago. Ao publicarmos o vídeo, recebemos comentário da tia Simone – mãe do cantor “Maravilhoso da mãe ❤️”, uma fofura só.
KAYBLACK E O PATINETE
Um camarim agitado, em clima de festa, com muita gente e muita alegria.
Kayblack foi um dos únicos que se prontificou a falar com a imprensa em coletiva geral. Para compensar, deu um “chá de cadeira” e tanto aos jornalistas. Ficamos alguns bons minutos aguardando ele sair do camarim. Quando finalmente saiu, ficamos outros bons minutos esperando Kayblack dar a voltinha com o patinete dele, no corredor.
Quando decidiu conversar com a imprensa – Kayblack e Vulgo FK-, foram bem atenciosos, tiraram fotos com os fãs e falaram muito bem. Valeu a pena a espera.
SÓ DEPOIS DO SHOW
Prestes a começar o show de Luísa Sonza, Luiza Dias e eu estávamos conversando no corredor de camarins, brincando com o fato dos nomes e as aparências de ambas serem parecidas.
Alguns minutos depois, Sonza passou por nós. Não deu tempo de falar com ela. Antes mesmo disso, ela já falou “Só depois do show, só depois do show” e foi se apresentar. Infelizmente, depois do show dela estávamos realizando outras atividades e não descobrimos se ela realmente nos concederia uma entrevista.
TSUNAMI SEASON

Outra artista que Luiza e eu queríamos muito conversar era NandaTsunami, além de gostarmos muito das músicas, a cantora aparenta ser muito simpática. Antes do show, ela nos acenou. A produtora avisou que talvez Nanda falaria com a imprensa após a apresentação.
Luiza e eu acompanhamos o show. Com direito a bailarinos e trocas de roupas, a artista fez uma ótima perfomance.
No entanto, aguardamos alguns bons minutos e anunciaram que a artista estava passando mal e que não concederia entrevista. Tudo bem, Nanda, nós tentaremos numa próxima.
CHAMA OS MULEKES
Essa é uma das experiências máximas que um fã pode ter com um artista – trocar uma ideia genuína com o cantor que ele gosta. E com a Cone Crew diretoria, Luiza e eu tivemos a oportunidade. O camarim era pura festa e curtição; a mesma energia vibrante do show.
De início, gostaríamos apenas de uma entrevista com o grupo. No entanto, eles queriam mesmo era conversar. Nos presentearam com duas caixas de chocolate e dois chicletes, perguntaram se queríamos Toddynho ou Gatorade, ou alguma comida que estava no camarim.
Ficamos mais de uma hora conversando com o grupo – que me chamava conscientemente pelo nome errado. Aproveitei a deixa para falar que então eu poderia errar o nome de algum deles sem querer (por sorte, não errei).
Ari falou que o grupo concederia entrevista – mas que precisavam ser perguntas que ninguém tinha feito. Mesmo sendo em tom de brincadeira, eu sabia que no fundo eles estavam cansados de responder sempre as mesmas perguntas.
Dessa forma, preferi ousar e entrar na brincadeira na entrevista.
SÓ OS LOUCOS SABEM
Os caras do Charlie Brown invadiram a cidade, mas a nova formação não curtiu muito quando “invadimos o camarim”. Os integrantes Marcão Britto e Thiago Castanho, da formação original da banda, aceitaram nos conceder entrevista quinze minutos após o show.
Passada mais de meia hora, os integrantes não demonstraram querer dar entrevista tão cedo.
Já eram mais de quatro horas da manhã, muitos da imprensa estavam há mais de doze horas na cobertura dos shows. Naquele momento, quem não queria ver o show da Cone, queria descansar. Como fã da banda Charlie Brown – especialmente da formação original, com Chorão e Champingon, cresci ouvindo o eterno vocalista da banda nos incentivando a ter atitude.
Por isso, pedi à equipe de comunicação do evento se poderia quebrar o protocolo e perguntar para a banda se eles poderiam dar a entrevista já; ela autorizou.
Quando entrei, vi que muitas pessoas estavam lá, e a festa estava boa. Perguntei ao Marcão se ele poderia falar com a imprensa já, ele aceitou -não tão feliz. Na hora, um outro homem (que deveria ser o produtor) falou que nós estávamos furando fila, e que os integrantes iriam dar a entrevista só depois. Avisei a imprensa e todos decidiram ir embora.
Não tenho certeza, mas acho que Chorão e Champingon acharia a nossa atitude um tanto quanto Rock n’ Roll.
Saí do corredor de entrevistas e fui ver o show da Cone Crew Diretoria.
————————————————————————————————————————————————–
Expandir Horizontes
Foi a primeira vez, em nove anos, que o Maringá Post fez uma cobertura jornalística de um evento em Londrina. Ultrapassar os limites de Maringá e chegar a novos horizontes faz parte do projeto de expansão do Portal, iniciado em janeiro deste ano. Até aterrissar em Londrina, o Maringá Post experimentou a cobertura da Expoingá 2026, onde realizou mais de 160 entrevistas com líderes empresariais, autoridades públicas e personalidades da região.
Criado em Londrina em 2022, o Tropicadelia nasceu com a proposta de construir no interior do país uma experiência de grande festival, reunindo música, entretenimento, cenografia, gastronomia, ativações de marcas e diferentes formas de interação com o público.















