Se tinha uma banda que brilhava os olhos das crianças, levava os jovens (principalmente as garotas!) à loucura e fazia até os adultos mais posturados à dançar, eram os Mamonas Assassinas. Em Maringá, não poderia ser diferente. A banda se apresentou no dia 9 de novembro de 1995, no Chico Netto. Esse é mais um episódio de Já Pisaram Aqui
Ingressos à R$15 e R$12
Quanta gente, quanta alegria! A felicidade do maringaense estava numa fila de ingressos na Casas Bahia. Priscila Borsato tinha 12 anos quando foi ao show, de ônibus. Segundo informações do Maringá Histórica, os ingressos na portaria custaram R$15. Mas quem quisesse poderia comprar com antecedência por R$12 na Casas da Bahia, na Fine, Atelier de Noivas Le Belle e na Microcamp.
Priscila afirma que o Chico Netto estava cheio, e o dia estava bem quente.
Apesar de algumas palavras não infantis nas letras das músicas, Priscila contou que o show foi um tanto quanto familiar.
“Tinha muitas crianças, famílias, um show, eu lembro que tinha bastante claridade, não tinha muitas luzes”.

Além disso, ela se lembra da interação que os cantores faziam com a plateia:
“Foi um show muito divertido, eles falavam muito durante o show. O show contando piada histórias da vida deles da superação de cada um sempre de uma forma bem engraçada”
Imprensa presente

Antes do show, o grupo concedeu uma coletiva de imprensa no hotel Golden Ingá. O jornalista Amarildo Legal conduziu uma entrevista com os integrantes da banda. Ele conta que o acesso até os rapazes era muito disputado, porque muitas pessoas queriam entrevistá-los.
E como nem tudo são flores na vida dos jornalistas, ele relata que tomou um “chá de cadeira” da banda.
“Quase uma hora esperando ali. A gente brincou, ‘estava na piscina?, aí o Dinho brincou. Que piscina, rapaz!”
E se o Dinho não perdia uma brincadeira, ele também não poupou Amarildo.
“E eu consegui fazer bastante perguntas para eles. Eu fui falar a palavra, acho que satirizavam, porque eles satirizavam as músicas. E aí eu enrolei, não saiu a palavra satirizavam. E eu me lembro que no final da entrevista, ele brincou. ‘Ah, não vai falar igual a ele não, mostrando para mim, ‘satiriririzavam’”.
A carreira em seu pleno auge foi interrompida por uma tragédia poucos meses depois. No dia 2 de março de 1996, todos os integrantes morreram em um acidente aéreo. O caso gerou comoção nacional e até hoje gera melancolia no coração dos fãs, como Priscila.
No entanto, a tristeza não fez com que crianças, jovens e adultos permanecem entoando “Roda Vira” e “Brasília Amarela” como hino de festas de aniversário e casamento.
JÁ PISARAM AQUI
A série documental escrita e produzida por Mari Parma resgata histórias e memórias de cantores, artistas e bandas que passaram por Maringá – da latinidade de Shakira ao forró de Gonzagão. A série completa está disponível no Portal Maringá Post.
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