A crise financeira do São Paulo ganhou mais um prazo decisivo. O clube tem até sábado, 26 de setembro, para quitar uma dívida de R$ 1,1 milhão com o Novorizontino e evitar um novo transfer ban, punição que impede o registro de novos jogadores.
A dívida é referente à negociação de parte dos direitos econômicos do volante Djhordney. O São Paulo havia acertado o pagamento em cinco parcelas de R$ 200 mil, mas nenhuma delas foi quitada. Em agosto, a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) determinou que o clube teria 45 dias para regularizar a situação.
O prazo está próximo do fim e coloca o São Paulo diante de uma nova dificuldade em um momento de forte pressão financeira.
O clube já enfrentou um transfer ban nesta temporada. Em julho, a Fifa puniu o São Paulo pelo atraso de uma parcela de 1,05 milhão de euros, cerca de R$ 6 milhões na época, referente à contratação de Marcos Antônio junto à Lazio, da Itália. A dívida foi posteriormente paga e a punição foi encerrada.
Agora, a ameaça é diferente porque envolve uma dívida nacional e está relacionada ao sistema de Fair Play Financeiro do futebol brasileiro.
O problema não está isolado. O São Paulo também vem enfrentando atrasos no pagamento de direitos de imagem dos jogadores. A diretoria havia estabelecido como objetivo colocar esses valores em dia até o final de setembro, depois de não conseguir cumprir uma promessa anterior de regularização.
Em agosto, o clube também registrou atraso de dois dias no pagamento dos salários em carteira. O goleiro Rafael reconheceu que os atrasos provocam incômodo entre os jogadores, embora tenha afirmado que o elenco continua concentrado no futebol.
A situação financeira chegou ao ponto de o São Paulo recorrer a um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios para antecipar receitas futuras e conseguir recursos para colocar salários em dia. O mecanismo permite receber antecipadamente valores que seriam obtidos posteriormente, como receitas de televisão e patrocínios, mas envolve custos financeiros.
O novo transfer ban, caso seja aplicado, não significa automaticamente perda de pontos ou rebaixamento. A consequência direta é a proibição de registrar novos jogadores enquanto a pendência não for resolvida.
O problema, portanto, é principalmente financeiro e esportivo: um novo bloqueio reduziria a capacidade do clube de se movimentar no mercado e seria mais um sinal das dificuldades para manter os compromissos financeiros em dia.
O São Paulo chega, assim, a uma semana importante para sua administração. Até 26 de setembro, precisa encontrar R$ 1,1 milhão para evitar uma nova punição e, ao mesmo tempo, continuar buscando recursos para regularizar outras obrigações.
A questão agora é objetiva: o São Paulo conseguirá evitar seu segundo transfer ban da temporada?


















