Ana Lúcia cita alívio com relatório da Comissão Processante e chama acusações de ex-assessor de ‘vazias de veracidade’

Vereadora do PDT conversou com a reportagem do Maringá Post na manhã desta quinta-feira (24), minutos antes da sessão da Câmara. Presidência diz que ainda estuda data que relatório será colocado em votação.
Foto: Arquivo/CMM
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A vereadora de Maringá, Professora Ana Lúcia (PDT), citou o alívio e a felicidade com o relatório da Comissão Processante (CP) que recomendou a improcedência de todas as acusações feitas contra a parlamentar por um ex-assessor, que a denunciou ao legislativo por suposto assédio moral. O documento, assinado pelos três membros da Comissão, foi protocolado no legislativo na noite dessa quarta-feira (23).

A reportagem teve acesso ao relatório, onde os veradores apontam a improcedência das acusações de assédio moral, irregularidade em contribuições partidárias, desvio de função e registro de ponto sem prestação de serviços. Os trabalhos da Comissão tiveram início em julho, após Vinicius Emanuel Felice de Oliveira França, assessor de gabinete exonerado que prestava serviços para a parlamentar, procurar o legislativo e denunciar supostos casos de assédio vivenciados no ambiente de trabalho.

De acordo com o relatório, não foi possível comprovar, mediante os depoimentos e provas apresentadas, algum tipo de assédio moral cometido pela vereadora.

Em entrevista ao Maringá Post minutos antes da sessã desta quinta-feira (24), Ana Lúcia afirmou que a lisura do trabalho da Comissão levou a resultados que ela já esperava. Ela também classificou a denúncia do ex-assessor como ‘vazias de veracidade’.

“Eu diria que a lisura com que a Comissão lidou com o processo levou aos resultados que eu esperava, que é exatamente o que eu venho dizendo desde o primeiro momento.Todas aquelas quatro acusações são absolutamente vazias de conteúdo, vazias de veracidade, vazias de provas efetivamente, porque aqueles absurdos colocados, que inclusive a própria comissão desentranhou, nunca foram prova de absolutamente nada. Então, eu tenho a dizer que, sim, fico muito feliz com esse resultado, porque ele atende de fato as minhas expectativas no sentido de garantir a justiça efetiva nesse caso”, disse.

“Esperavam uma posição política e isso não aconteceu”

Relator do caso, Luiz Neto (Agir) foi o responsável por elaborar o documento que teve o entendimento acompanhado pelo presidente da Comissão, Guilherme Machado (PL) e a membra, Akemi Nishimori (PSD). Conforme o parlamentar, os trabalhos tiveram o cuidado de realizar uma análise estritamente técnica do caso, sem julgamentos ideológicos.

“Eu tomei muito cuidado, algumas pessoas esperavam uma posição diferente minha, uma posição política, ideológica, e isso não aconteceu, porque eu acredito que quando alguém se beneficia de um momento como esse, quando é sorteado relator para tomar ações políticas, acaba sendo tão corrupto quanto aqueles que a gente critica hoje nos escândalos que saem na televisão.Então tomei muito cuidado, fiz um relatório muito coerentecom os fatos que nos foram apresentados, descartei totalmente a denúncia de assédio moral,também a denúncia de atividades fora do horário expediente, até porque todas as ações foram postadas na rede na qual a vereadora usa,como a rede parlamentar, e no caso da jornada extra não concluí isso como crime porque não houve, de fato, cumprimento do que foi sugerido”, afirmou.

Consultado pela reportagem, o presidente interino da Câmara, Sidnei Telles (Podemos), afirmou que estuda com os demais vereadores a data que o relatório final será votado em plenário. Regimentalmente, o caso precisa ser finalizado até a próxima sexta-feira, 2 de outubro.