“A doença não espera”: Odair Fogueteiro defende prioridade na saúde e explica dinâmica de leitos em Maringá

Vereador detalha atuação diária do mandato no suporte a pacientes graves, exalta parceria com o secretário Dr. Nardi e analisa a complexidade do sistema público de urgência.
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
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Maringá — A atuação social focada no amparo a pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) foi defendida com veemência pelo vereador Odair Fogueteiro em sua participação no podcast Ponto a Ponto. Histórico articulador de demandas hospitalares desde a sua primeira eleição, em 2004 — quando entrou na vida pública motivado pelo debate sobre o pronto-atendimento do Jardim Alvorada —, o parlamentar destacou que a área médica é a prioridade inegociável do seu gabinete.

“A minha equipe é orientada de forma muito clara: uma árvore pode esperar, uma poda pode esperar, um tapa-buraco pode esperar, mas a doença não espera”, declarou o vereador ao jornalista Ronaldo Nezo. “Quando a pessoa nos procura desesperada porque descobriu o começo de um câncer, um tumor ou precisa de uma cirurgia urgente, é hora de entrar em ação. Ninguém consegue dormir com dor de dente. Imagina uma pessoa no corredor do Hospital Universitário ou na UBS com um membro quebrado ou uma hérnia estourada. Nesse sofrimento, temos a obrigação de agir”.

A estrutura pública e os fatores da fila

Questionado sobre a necessidade da mediação política perante possíveis deficiências crônicas do atendimento público, Fogueteiro rejeitou a tese de que o sistema de saúde de Maringá seja ineficiente. Segundo ele, as demoras pontuais em procedimentos decorrem da complexidade clínica dos casos e da saturação contínua provocada por imprevistos urbanos e variações sazonais.

“O Poder Público atende dia e noite em dezenas de UBSs e nas UPAs das zonas Norte e Sul, além de duas novas unidades que estão sendo estruturadas. Em épocas frias, o fluxo de idosos e crianças com pneumonia e crises respiratórias congestionaria qualquer rede”, avaliou o parlamentar.

Fogueteiro apontou ainda a violência viária como uma das principais vilãs na ocupação emergencial de vagas hospitalares: “Hoje as cidades sofrem muito com o trânsito. Ao mesmo tempo em que a equipe desocupa um leito, chegam dois ou três motoqueiros acidentados: um com traumatismo craniano, outro com fratura exposta no braço. Eles precisam ser acolhidos de imediato”.

Casos complexos e agilidade técnica

Para ilustrar a exigência de triagem criteriosa, o vereador relatou uma situação crítica acompanhada recentemente por sua assessoria: “Acompanhamos o caso de uma senhora, mãe de família, com água na cabeça. Ela operou na última semana e precisará passar por uma nova intervenção que exige a presença simultânea de dois neurocirurgiões. Esses especialistas atendem diversas urgências ao mesmo tempo. Não é descaso; é a complexidade que exige a fila de regulação técnica”.

O parlamentar elogiou o perfil do titular da Secretaria Municipal de Saúde, Dr. Clóvis Melo do Couto Nardi: “Temos um secretário de saúde extremamente comprometido e técnico, o que torna nosso trabalho de interlocução mais ágil e responsável. Há uma fila acompanhada pelo Ministério Público, mas quando o caso é de urgência gravíssima, a resposta precisa ser rápida para salvar a vida do paciente”, concluiu.

Serviço

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio

Assista o episódio completo do podcast no canal do Maringá Post no YouTube.