Declarações de Giselli Bianchini provocam reação de servidores da Educação na Câmara de Maringá

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais pede apuração sobre possível violação do código de ética e quebra de decoro parlamentar.
Foto: Mari Parma/Maringá Post
Foto: Mari Parma/Maringá Post
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Servidores da Secretaria de Educação acompanharam a sessão da Câmara de Maringá nesta quinta-feira (17), em meio à repercussão das declarações da vereadora Giselli Bianchini (PL) nas redes sociais sobre supostos casos de violência envolvendo profissionais da rede municipal de ensino.

A presença dos servidores no plenário ocorre após o tema gerar reação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar). A entidade protocolou um pedido para que a Câmara apure a conduta da parlamentar e avalie eventual violação ao Código de Ética e Decoro Parlamentar.

Segundo o sindicato, as manifestações da vereadora sobre situações envolvendo escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) teriam generalizado casos que ainda precisam ser analisados pelos órgãos competentes. A entidade defende que eventuais denúncias sejam investigadas individualmente, com a preservação das pessoas envolvidas.

A mobilização dos servidores foi registrada em vídeo durante a sessão desta quinta-feira. O encontro começou às 9h30, no Plenário Vereador Ulisses Bruder, e contou com participação do público.

Pedido de apuração

No documento encaminhado à Câmara, o Sismmar solicita que o Legislativo analise a conduta de Giselli Bianchini diante das manifestações feitas pela vereadora na tribuna e nas redes sociais.

O sindicato também afirma que a parlamentar esteve em uma unidade de ensino e realizou gravações de servidoras. Segundo a entidade, a estrutura jurídica foi colocada à disposição das profissionais envolvidas.

Giselli Bianchini tem defendido medidas relacionadas à segurança nas unidades municipais, entre elas a instalação de câmeras em salas de aula. Nas manifestações públicas, a vereadora afirma atuar em defesa das crianças e das famílias e nega irregularidades em sua atuação parlamentar.

Até o momento, a Câmara Municipal não havia divulgado uma decisão sobre o pedido de apuração apresentado pelo Sismmar.