Disputa de legados em Maringá: Odair Fogueteiro contesta obras da gestão passada e exalta articulação de deputado

Vereador afirma que grandes intervenções inauguradas nos últimos anos foram viabilizadas pelo grupo dos Barros e rotula marcas da gestão anterior como superficiais.
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
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Maringá — A antecipação do debate sucessório para o comando do Paço Municipal em 2028 ganhou contornos contundentes durante a entrevista do vereador Odair Fogueteiro ao podcast Ponto a Ponto. Questionado pelo jornalista Ronaldo Nezo sobre a polarização entre o atual governo e o grupo liderado pelo ex-prefeito Ulisses Maia, Fogueteiro sustentou que a história das grandes transformações urbanas de Maringá pertence à articulação política dos irmãos Silvio e Ricardo Barros.

Para o parlamentar, administrações passadas colheram frutos de projetos elaborados e orçados em ciclos anteriores: “O Ulisses fez uma gestão em cima da gestão dos Barros. Embora o ex-prefeito fosse o Roberto Pupin, tudo o que foi deixado foram recursos que o deputado Ricardo Barros conseguiu”, disparou Fogueteiro.

Origem de grandes projetos estruturantes

O vereador listou intervenções públicas e desafiou a titularidade das obras: “O Ulisses entregou o Terminal Urbano de passageiros. Mas quem é que conseguiu o dinheiro? Quem conseguiu aprovar o projeto e conseguir os recursos federais? Foi o Ricardo Barros. Esse projeto, que ele coloca como maior obra dele, não tem nada da caneta dele”, afirmou. O parlamentar estendeu a análise à Ópera Oscar Niemeyer, lembrando que a concepção arquitetônica e as verbas foram captadas ainda na gestão de Ricardo como prefeito.

Em contrapartida, Fogueteiro desqualificou o impacto duradouro das intervenções do governo encerrado em 2024: “O Ulisses não tem obras estruturantes para apresentar à população. O que ele tinha para apresentar morreu, que foram as florzinhas. Ele gastava dinheiro, plantava as florzinhas e seis meses depois morria tudo. Aí comprava mais e plantava de novo. Florzinhas não correspondem a obras. A população espera um prefeito que faça recape, ligue bairros, estruture o aeroporto e melhore a iluminação”.

Dependência de verbas externas

Ao analisar o funcionamento das contas públicas municipais, o líder governista frisou que nenhum município brasileiro de porte médio ou grande sobrevive exclusivamente da arrecadação própria.

“Para ser prefeito, você tem que ter base política sólida: deputado federal, deputado estadual e bom trânsito nos governos estadual e federal. Se ficar só com o recurso livre de IPTU, multas e taxas de roçada, nenhum prefeito consegue administrar; corre o risco de não pagar nem a folha de pagamento”, pontuou. Segundo ele, a atuação de Ricardo Barros em Brasília assegura o fluxo orçamentário necessário para a execução dos grandes projetos de infraestrutura que a prefeitura pretende executar até o término do atual mandato.

Serviço

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio

Assista o episódio completo do podcast no canal do Maringá Post no YouTube.