Jovens Cientistas juntam ciência e tecnologia para cuidar da horta da escola

Projeto de Colégio Estadual de Maringá produziu um robô para semear terreno e inserir veneno à formigas cortadoras
Jovens Cientistas juntam ciência e tecnologia para cuidar da horta da escola. Foto: Mari Parma/Maringá Post
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Em Maringá, alunos de diferentes séries, idades e interesses se unem para produzir ciência, tecnologia e produção de alimentos sustentáveis. O Clube de Ciências ROBOTS- Robótica Educacional para Botânica Sustentável- desenvolve soluções tecnológicas para um melhor desempenho para o cultivo de alimentos no Colégio Estadual Presidente Kennedy.

O projeto tem como tema a horta do colégio, ambiente em que verduras e legumes são plantados para as refeições dos próprios alunos. A partir disso, são desenvolvidas diferentes iniciativas.

A mais recente é o Semeia Bot, um robô programado para semear plantas. Como desdobramento do projeto, os alunos produziram também um “veneno”  para formigas cortadeiras, que atrapalhavam o crescimento dos vegetais. 

O robo Semeia Bot. Foto: Mari Parma/Maringá Post

A estudante Camilly , do nono ano, explicou que a ideia surgiu porque os alunos sentiam o impacto das formigas na produção dos alimentos da horta. A receita engloba o suco de laranja mofado e arroz.. A ideia é que o produto ajude outras iniciativas de agricultura da cidade.

Um projeto leva a outro 

Alunos organizando o Semeia Bot. Foto: Mari Parma/Maringá Post

O trabalho é fruto de outros projetos iniciais: em 2024 os estudantes produziram uma composteira escolar. Logo após, foi a vez da robótica entrar em cena e surgirem os primeiros modelos de robôs. Assim, surgiu a horta e novos produtos para desenvolvê-la. 

O Clube de Ciências ROBOTS

O projeto engloba as disciplinas de Robótica, Química, Física, Biologia e Ciências. Assim, utiliza as estratégias da metodologia Gestão de Sala de Aula, Cultura Maker e as estratégias das Metodologias Ativas e a Rotação por Estações.

A iniciativa integra o NAPI- Paraná Faz Ciência,  que concedeu ao o colégio um incentivo de R$50 mil reais para realizar as atividades. A alface colhida nas hortas, complementoua a merenda escolar por vários dias. 

Segundo o professor Fabrício, coordenador do Clube de Ciências, mais de 300 pessoas já passaram pelo projeto. Além disso, os estudantes já conquistaram o prêmio Ficiências, em Foz do Iguaçu em 2025. Neste ano, vão se apresentar em Curitiba e Cascavel.

Renata, aluna do nono ano, afirma que a parte mais divertida é levar os aprendizados da sala de aula à prática. 

Dessa forma, citou alguns projetos em que se orgulha de ter participado, como o vulcão, lâmpada de lava e o esqueleto em 3D. 

Já Danilo, aluno do oitavo ano, diz que participar dos projetos, além de ser divertido, ocupa a mente e faz com que os participantes diminuam o tempo de tela no celular. 

Como metas e objetivos, afirma que pretende realizar mais produtos voltados ao meio agrário e ao meio ambiente.