Maringá envelhece e aumenta o desafio de cuidar da população idosa

Cidade já tem mais de 52 mil pessoas com 65 anos ou mais, e envelhecimento amplia demandas por saúde, moradia, mobilidade e cuidadores
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Maringá está passando por uma mudança silenciosa no perfil de sua população: a cidade está envelhecendo.

Segundo o Censo 2022 do IBGE, Maringá tinha 52.712 moradores com 65 anos ou mais, o equivalente a cerca de 13% da população de 409.657 habitantes.

O número ganha importância quando se observa a estrutura etária: eram 22.292 moradores entre 60 e 64 anos. Portanto, mais de 75 mil pessoas já tinham 60 anos ou mais no levantamento do IBGE.

A população idosa é formada majoritariamente por mulheres. Entre os moradores com 65 anos ou mais, eram 30.601 mulheres e 22.111 homens.

O envelhecimento não representa apenas uma questão de idade. Ele muda as necessidades da cidade.

Aumento da procura por consultas, exames, medicamentos, tratamentos de doenças crônicas, fisioterapia e atendimento especializado são algumas das consequências esperadas.

Também cresce a necessidade de cuidadores, adaptações dentro das residências, transporte adequado e espaços públicos acessíveis.

Em 2026, a própria Prefeitura mantém iniciativas voltadas à população idosa, como o Movimenta 60+, além de ações desenvolvidas no Condomínio do Idoso.

O Paraná também apresenta um processo acelerado de envelhecimento. No Censo 2022, 11,3% da população estadual tinha 65 anos ou mais, enquanto a proporção de pessoas com 60 anos ou mais já alcançava aproximadamente 16%.

O desafio para Maringá é preparar a cidade para uma população que tende a viver mais e precisar de serviços diferentes.

Isso envolve não apenas a área da saúde, mas também habitação, lazer, comércio, segurança, mobilidade e mercado de trabalho.

O envelhecimento também abre espaço para uma nova economia, com maior demanda por serviços, tecnologia, turismo, alimentação, atividades físicas e cuidados especializados.

A pergunta que começa a ganhar importância em Maringá é simples: a cidade está preparada para cuidar de uma população que viverá cada vez mais?