INSS nega mais pedidos que nos últimos 20 anos e impacto chega a Maringá

No primeiro semestre de 2026, 50,5% das solicitações foram recusadas; em Maringá e região, mudança pode atingir aposentadorias, auxílios e pensões
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu em 2026 o maior percentual de pedidos negados em cerca de 20 anos.

Entre janeiro e junho, foram 4,32 milhões de pedidos recusados, contra 4,24 milhões de benefícios concedidos.

Isso significa que, entre os processos que receberam uma decisão, 50,5% terminaram com uma negativa.

Em 2025, a proporção de negativas havia sido de 41,6%.

O aumento aparece principalmente nos benefícios ligados à incapacidade para o trabalho, como o antigo auxílio-doença.

Nesse grupo, mais da metade dos pedidos foi recusada no primeiro semestre.

Para quem vive em Maringá e nos municípios da região, o problema pode ter efeito direto.

A cidade concentra uma grande população de trabalhadores, aposentados e pessoas que dependem de benefícios do INSS para manter a renda familiar.

Uma negativa pode significar a interrupção ou o atraso de uma renda que paga despesas básicas, como aluguel, alimentação, remédios e contas domésticas.

O impacto também pode chegar ao comércio local.

Quando uma pessoa deixa de receber um benefício, parte desse dinheiro deixa de circular nos supermercados, farmácias, lojas e serviços da cidade.

Outro ponto é que uma negativa não significa necessariamente que o cidadão não tenha direito ao benefício.

O segurado pode apresentar recurso dentro do próprio INSS e, em determinadas situações, procurar a Justiça.

O próprio INSS mantém dados públicos sobre pedidos concedidos e negados, inclusive por tipo de benefício e Estado.

Em junho, o órgão informou que a fila de pedidos havia caído para 1,8 milhão, o menor nível em 21 meses.

O desafio agora é saber se a redução da fila veio acompanhada de decisões corretas para quem realmente tem direito.

Para Maringá e região, esse será um assunto importante nos próximos meses, principalmente para trabalhadores afastados, pessoas com problemas de saúde e famílias que dependem da Previdência.

Fontes: Boletim Estatístico da Previdência Social (BEPS), Portal de Transparência Previdenciária e Dados Abertos do INSS.