Comissão Processante questiona agenda de campanha de Ana Lúcia durante atestado médico

Oitiva da vereadora, que estava marcada para essa terça-feira (8), foi adiada em razão de diagnóstico médico atestando "instabilidade emocional com crises de ansiedade". Relator da Comissão solicitou registros de atividades de campanha, publicadas nas redes sociais da parlamentar, durante o período de vigência do afastamento.
Foto: Ilustrativa/CMM
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A Comissão Processante (CP) da Câmara de Maringá que apura uma denúncia de suposto assédio moral cometido pela vereadora Professora Ana Lúcia (PDT) solicitou, formalmente, o registro em ata de atividades de campanha da parlamentar durante o período de vigência de um atestado médico, apresentado por ela aos parlamentares.

Ana Lúcia, última testemunha a ser ouvida no processo, prestaria depoimento nessa terça-feira (8). A oitiva da vereadora, no entanto, foi adiada em razão de um diagnóstico clínico que, conforme a assessoria da parlamentar, atestou “instabilidade emocional com crises de ansiedade”. Com o atestado apresentado pela defesa, o depoimento da vereadora foi adiado para a próxima terça-feira, 15 de setembro.

O relator da Comissão, Luiz Neto (Agir), solicitou o registro em ata de que a parlamentar cumpriu agenda externa de campanha no período em que deveria estar de repouso. O atestado tem vigência a partir do dia 3 de setembro. Conforme a Comissão, no dia 5 (sábado) ela publicou registros nas redes sociais em uma caminhada ao lado da candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT), que esteve em Maringá.

O pedido do relator foi acatado pelo presidente da comissão, Guilherme Machado (PL), e pela vereadora Akemi Nishimori (PSD), também integrante da CP. Após o depoimento previsto para terça-feira (15), a Comissão concederá prazo de 5 dias para alegações finais independente do depoimento da vereadora ou não. Regimentalmente, os vereadores têm até o dia 6 de outubro para a conclusão dos trabalhos, incluindo a votação do relatório final em plenário.

Procurada pelo Maringá Post, a assessoria da vereadora Professora Ana Lúcia não se manifestou sobre o assunto.