Como a inspiração no sistema bancário transformou 10 concorrentes no maior operador de grãos do país

Em entrevista ao Ponto a Ponto, Claudio Adamuccio detalha a estratégia de alavancagem operacional que deu origem ao G10.
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Maringá — Nos picos de safra agrícola, a demanda por escoamento de grãos cresce de forma abrupta. Atender a esse volume sem imobilizar capital excessivo na compra de frotas estáticas foi o grande desafio solucionado pela criação do G10.

 

No Ponto a Ponto, Claudio Adamuccio relembrou a fundação do grupo no ano 2000, quando 10 empresas concorrentes decidiram se unir em um modelo associativo pioneiro. “Olhando a estratégia financeira de grandes companhias e a dinâmica dos bancos, percebi uma oportunidade”, relatou. “Um banco, para cada R$ 1 bilhão que possui, capta no mercado e se alavanca para emprestar muito mais. Aplicamos essa mesma inteligência ao transporte”.

 

Da concorrência à parceria estratégica

 

O modelo permitiu à companhia agregar milhares de caminhoneiros autônomos e transportadoras de menor porte, oferecendo capacidade em escala para as maiores tradings e cooperativas do agronegócio.

 

“Com uma frota própria estruturada, conseguimos embarcar volumes três ou cinco vezes maiores durante o ano”, destacou o executivo. “Hoje, o G10 movimenta cerca de 16 milhões de toneladas anuais entre grãos, fertilizantes, sementes e defensivos. Atuamos desde o suprimento da fazenda até o transporte do óleo vegetal processado na indústria”.

 

A estratégia redefiniu a relação de mercado na região. “O transportador que antes era visto apenas como concorrente passou a ser nosso parceiro”, frisou Adamuccio. “Ele pode se agregar à nossa coordenação logística ou escolher fretes avulsos nos nossos pontos de embarque. Ganhamos nós, ganham os pequenos operadores e ganha o cliente com capacidade garantida”.

 

Serviço

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio

Assista o episódio completo do podcast no canal do Maringá Post no YouTube.