Maringá — A transição para o fim da fase reprodutiva feminina representa um divisor de águas na saúde da mulher. As alterações hormonais afetam o humor, a saúde cardiovascular, a densidade óssea e o metabolismo geral.
Em entrevista ao Ponto a Ponto, o médico endocrinologista Márcio Canever defendeu que o acompanhamento médico deve começar antes mesmo da cessação completa da menstruação. “Para a mulher, a deficiência hormonal na menopausa é um processo biológico inevitável”, esclareceu o médico. “Se tivéssemos que escolher apenas um hormônio vital para a saúde feminina, esse hormônio seria o estradiol”.
A janela da perimenopausa e a tecnologia dos implantes
Segundo Canever, a investigação dos níveis hormonais deve iniciar por volta dos 40 a 45 anos, na chamada perimenopausa. Doses terapêuticas baixas nessa fase inicial impedem a instalação de sintomas debilitantes.
“Iniciar a reposição no momento correto evita os calorões, os fogachos e preserva a qualidade de vida da mulher”, ressaltou o especialista. “Existem diversas vias de administração, como a via oral, o gel tópico e a via injetável. Os implantes hormonais subcutâneos surgem como uma tecnologia de comodidade para quem tem dificuldade de passar o gel diariamente ou apresenta fobia de agulhas”.
O endocrinologista reforçou que a escolha do método terapêutico precisa ser transparente e individualizada. “O paciente precisa conhecer os prós e os contras de cada via de aplicação”, concluiu Canever. “O implante hormonal é uma excelente alternativa terapêutica quando bem indicado, liberando dosagens contínuas por períodos que variam de seis meses a um ano”.
Serviço
Assista o episódio completo do podcast Ponto a Ponto no canal do Youtube do jornal Maringá Post.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção: VMark Estúdio
O Dr. Márcio Canever é endocrinologista e metabologista na Clínica Canever, em Maringá.
Site: www.clinicacanever.com.br


















