O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) rejeitou, nessa terça-feira (1º), dois recursos da defesa da ex-vereadora Cris Lauer (Novo) solicitando a anulação da cassação da cadeira que ocupava na Câmara de Maringá. Ela perdeu o cargo em 2025 após uma Comissão Processante (CP), na época, a acusar de quebra de decoro parlamentar em razão de uma condenação por suposto ato de improbidade administrativa.
Os mandados de segurança foram julgados pela 4ª Câmara Cível do órgão e a manutenção da cassação foi decidida por unanimidade. A defesa da ex-vereadora até chegou a conseguir, anteriormente, um parecer favorável do Ministério Público Eleitoral pela derrubada da cassação, que foi mantida pelo colegiado TJ.
Com a decisão, Cris Lauer pode ficar inelegível para as eleições 2026, embora o registro de candidatura ainda aguarde julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela é candidata a deputada estadual. Procurada pelo Maringá Post, Lauer afirmou que irá recorrer da nova decisão.
Cris teve o mandato cassado em agosto de 2025. Uma denúncia entregue à Câmara, naquele ano, solicitou a abertura do processo em razão de uma condenação da parlamentar, na Justiça, por suposto ato de improbidade administrativa. Ela foi acusada de usar os serviços de advogado de um chefe de gabinete para processos particulares.
Durante o processo, Cris Lauer rebateu a acusação. Ela garantiu que o servidor prestava a assessoria jurídica estritamente fora das seis horas diárias do regime do legislativo. A ex-parlamentar lembrou ainda que o funcionário explicou a separação das funções em depoimento formal.


















