Os candidatos ao Governo do Paraná receberam de seus respectivos partidos, até o momento, pouco mais de R$ 23,8 milhões para o financiamento de suas campanhas. Os valores constam nas prestações de contas dos próprios candidatos disponíveis no Portal de Divulgação de Contas e Candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados pela reportagem nesta segunda-feira (31).
Sergio Moro (PL), candidato pela coligação ‘Fortaleza Paraná’, composta por PL, Podemos e Novo, declarou à Justiça Eleitoral ter recebido R$ 10,8 milhões da direção nacional do Partido Liberal. Os recursos são provenientes do chamado ‘Fundo Especial de Financiamento de Campanha’. Trata-se do candidato que, até o momento, mais recebeu recursos públicos para a campanha entre os postulantes do Palácio do Iguaçu.
Em segundo lugar aparece Sandro Alex (PSD), candidato pela coligação ‘A Mudança continua’ (Republicanos), MDB, Democrata, PSD, Avante, Federação PSDB/Cidadania e Federação União Progressista). Até o momento, o ex-secretário de Infraestrutura e Logística declarou R$ 6,9 milhões em recursos do fundo eleitoral. Foram R$ 3,5 milhões do diretório nacional do Progressistas, R$ 3 milhões do diretório nacional do Partido Social Democrático (PSD), além de outros R$ 450 mil do diretório estadual do mesmo PSD.
Requião Filho (PDT), que representa a coligação ‘Paraná para todos’ (PDT, PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PRD e Solidariedade) declarou, até esta segunda-feira (31), o recebimento de R$ 6 milhões do diretório nacional do PDT.
Luiz França (Missão) também declarou recursos do fundo eleitoral, tendo recebido R$ 100 mil do diretório nacional da sigla que representa. Nenhum dos quatro candidatos declarou, até o momento, despesas de campanha.
Os outros quatro candidatos ao Governo do Paraná, Alexandre Salomão (Mobiliza), Adriano Funileiro (PCO), Samuel de Matos (PSTU) e Tayná Miessa (Unidade Popular) ainda não entregaram prestações de contas à Justiça Eleitoral.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o limite de gastos para as campanhas de governador, no 1º turno, está fixado em R$ 11,5 milhões. Em caso de segundo turno, os candidatos poderão gastar mais R$ 5,7 milhões. Neste ano, os candidatos precisam enviar entre 5 de outubro e 3 de novembro as prestações de contas completas para a Justiça Eleitoral.
30 partidos vão dividir os R$ 5 bilhões do Fundo Eleitoral em todo o Brasil para as Eleições 2026. Usando os recursos pela primeira vez em 2024, o Novo terá à disposição este ano R$ 37 milhões. O PP, por sua vez, receberá R$ 417 milhões. Em todo o país, o dono da maior fatia do fundo é o PL, com R$ 881 milhões.


















