Empreendedorismo feminino ganha força e amplia presença na economia de Maringá

Cidade acompanha movimento nacional de mulheres à frente de negócios; quase metade dos MEIs de Maringá já é formada por empreendedoras
Tempo de leitura: 2 min

O empreendedorismo feminino vem ganhando espaço na economia de Maringá e deixando de ser um movimento restrito a pequenos negócios para ocupar também áreas como tecnologia, serviços, comércio, indústria e negócios internacionais.

Um dos indicadores dessa presença está no número de Microempreendedores Individuais (MEIs). Dados disponíveis para Maringá apontam 32.501 MEIs, dos quais 46,92% são mulheres, o equivalente a aproximadamente 15,2 mil empreendedoras.

O cenário local acompanha uma tendência observada no Paraná. Dados da Receita Federal apresentados pelo Sebrae mostram que as mulheres estão presentes em 910.442 empresas paranaenses, correspondendo a 45,2% dos negócios formais do Estado. Desse universo, 722.474 empresas são lideradas exclusivamente por mulheres.

A força desse movimento também apareceu nesta semana. A edição 2026 do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios recebeu 597 inscrições no Paraná e reconheceu 15 empreendedoras em cinco categorias: produtora rural e artesã, MEI, pequenos negócios, ciência e tecnologia e negócios internacionais.

Maringá também vem criando iniciativas específicas para estimular esse segmento. Em junho, mais de 500 mulheres participaram da 1ª Jornada do Empreendedorismo Feminino, promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Aceleração Econômica e Turismo, em parceria com o Sebrae/PR. O encontro teve como foco capacitação, troca de experiências e formação de redes de negócios.

Para o Sebrae, a capacitação é um dos fatores fundamentais para transformar iniciativas individuais em empresas mais estruturadas. Em Maringá, ações voltadas às mulheres têm abordado temas como vendas, marketing digital, inteligência artificial, gestão estratégica, desenvolvimento pessoal e redes de apoio.

A realidade, entretanto, ainda apresenta desafios. Pesquisa nacional realizada em 2026 aponta que 61% das mulheres empreendedoras entrevistadas identificam o preconceito como obstáculo, enquanto 56% citam a sobrecarga provocada pela dupla jornada. Outras dificuldades apontadas são a falta de redes de apoio e o acesso a investimentos.

Em Maringá, a expansão do empreendedorismo feminino representa, portanto, não apenas uma mudança no perfil de quem abre empresas, mas também uma parcela crescente da geração de renda e movimentação econômica da cidade.

Com quase metade dos MEIs locais sendo mulheres e iniciativas de capacitação cada vez mais presentes, o empreendedorismo feminino passa a ocupar um espaço estratégico na economia maringaense.