Maringá — O aumento expressivo de patinetes elétricos, bicicletas motorizadas e ciclomotores nas ruas de Maringá levou o poder público a estruturar uma regulamentação específica para o setor. No podcast Ponto a Ponto, o secretário de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, anunciou que o município está finalizando um decreto para padronizar o trânsito da micromobilidade e fiscalizar excessos de velocidade.
“O ciclomotor não deve usar ciclovias. A regra que se aplica a ele é a mesma das motocicletas”, alertou o secretário. Pelas novas diretrizes, veículos autopropelidos que atingem até 32 km/h devem circular nas ciclovias, mas respeitando o limite operacional de 20 km/h. “E quando você transita pela calçada, a preferência é absoluta do pedestre. Pode circular? Pode, mas na velocidade da marcha humana, que é de 6 km/h”, enfatizou.
Reconstrução de malha e novas conexões
Paralelamente às regras de tráfego, a Semob concentrou esforços na recuperação estrutural das pistas existentes. Brito lembrou que trechos antigos estavam degradados e precisaram ser refeitos do zero, como na Avenida Brasil e na Avenida Pedro Taques.
Com a malha recuperada, o foco passa a ser a expansão. “Estamos com a ciclovia da Tuiuti praticamente concluída, que será uma das mais modernas do Brasil por contar com semaforização própria”, destacou. O projeto contou com aporte da Itaipu Binacional. Outra meta é a interligação das ciclovias da Serra Azul e da Brasil pelas avenidas Tiradentes e Getúlio Vargas, além da implantação da “Ciclorrota dos Bosques”, ligando o Parque do Ingá ao Bosque 2.
O secretário adiantou ainda que a nova licitação do projeto Maringá Mais Ativa vai ampliar os pontos de compartilhamento e exigirá inclusão social: “Determinamos no novo edital uma cota de 5% de bicicletas acessíveis para pessoas com deficiência”.
Serviço
Assista ao episódio completo no canal do YouTube do Maringá Post.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio




























