Maringá — Tornar o transporte coletivo ágil e pontual é a principal aposta da administração municipal para frear o excesso de veículos nas ruas. No podcast Ponto a Ponto, o secretário de Mobilidade Urbana de Maringá, Luciano Brito, detalhou as diretrizes tecnológicas implementadas para monitorar a frota e explicou os estudos em andamento para a reformulação de itinerários e linhas.
Entre as novidades operacionais, a pasta implantou a plataforma Na Hora Maringá, que faz a auditagem eletrônica da bilhetagem e acompanha o fluxo de passageiros. “Fizemos o georreferenciamento de todos os 2.400 pontos de ônibus, terminais e veículos com GPS”, explicou Brito. Por meio de um centro de supervisão com painel de videowall, a equipe monitora adiantamentos e atrasos em tempo real.
Linhas capilares e veículos menores
A gestão também está contratando uma consultoria especializada para diagnosticar gargalos históricos no percurso dos bairros até o centro. Para o secretário, o modelo tradicional que exige o deslocamento de ônibus pesados até os extremos da cidade precisa ser revisto.
“Será que para pegar seis passageiros em um trecho que se estende por 3 ou 4 quilômetros eu não poderia ter um micro-ônibus ou uma van?”, questionou o gestor. A intenção é reduzir o tempo de viagem do trabalhador e conectar os pontos terminais das linhas a outros modais, como estações de patinetes e bicicletas compartilhadas.
Brito revelou ainda que a cidade avalia a viabilidade de implantar sistemas de média capacidade. “Estamos analisando se poderíamos usar aqui o VLT ou o bonde urbano digital e por qual traçado, inclusive interligando as cidades conurbadas”, adiantou. Segundo o secretário, a meta é clara: “Muitos modais, mas só um destino: a melhoria da qualidade da mobilidade em Maringá”.
Serviço
Assista ao episódio completo no canal do YouTube do Maringá Post.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio













