O Fluminense protagonizou uma noite de drama, resistência e superação nesta terça-feira (18), em Mendoza, na Argentina.
O Tricolor empatou por 1 a 1 com o Independiente Rivadavia no tempo regulamentar e garantiu a classificação para as quartas de final da Copa Libertadores ao vencer a disputa por pênaltis por 5 a 4.
Depois do empate sem gols no Maracanã, o confronto novamente terminou igualado, mas desta vez com uma história completamente diferente.
O Fluminense abriu o placar no segundo tempo, quando Kevin Serna aproveitou assistência de Hércules e colocou o time brasileiro em vantagem.
A situação ficou ainda mais complicada quando Canobbio foi expulso aos 12 minutos da etapa final, deixando o Tricolor com dez jogadores.
Mesmo em inferioridade numérica, o Fluminense conseguiu resistir à pressão argentina e parecia caminhar para uma classificação direta.
O drama, porém, estava apenas começando.
Já nos acréscimos, o Rivadavia teve um pênalti marcado após toque de mão de Ignácio, com confirmação do VAR. Alex Arce converteu e levou a decisão para as penalidades.
Foi então que apareceu a figura de Fábio.
Aos 45 anos, o goleiro mostrou novamente por que é considerado um dos grandes especialistas brasileiros em decisões por pênaltis.
Fábio defendeu duas cobranças na disputa e foi decisivo para que o Fluminense vencesse por 5 a 4.
O resultado colocou o Tricolor entre os oito melhores clubes da América do Sul.
Mais do que uma classificação, o Fluminense deixou Mendoza com uma demonstração de resistência: jogou fora de casa, suportou a expulsão de um jogador, sofreu o empate nos minutos finais e ainda teve equilíbrio para vencer a disputa decisiva.
A atuação de Fábio acabou sendo o símbolo de uma noite em que o Fluminense precisou sobreviver a cada minuto.
O goleiro também alcançou uma marca histórica: chegou ao seu 117º jogo pela Libertadores, tornando-se recordista de participações na competição.
Nas quartas de final, o Fluminense enfrentará o vencedor do confronto entre Platense e Coquimbo Unido.
A classificação mantém vivo o sonho tricolor de conquistar novamente a América e transforma a noite de Mendoza em mais um capítulo da história recente do chamado “Time de Guerreiros”




















