Maringá terá 40 candidatos a deputado federal e estadual nas Eleições 2026

Número de candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que representam a Cidade Canção é o maior desde o início do século 21. Analista político explica que muitos dos candidatos se lançam ao pleito visando projeção para a disputar a Câmara de Vereadores em 2028.
Imagem Ilustrativa/Arquivo/Agência Brasil
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40 candidatos de Maringá ou ligados, de alguma forma, a Cidade Canção, disputarão as Eleições 2026 para os cargos de deputado estadual e federal. Os dados constam no portal de divulgação de Contas e Candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados pela reportagem.

A campanha oficial visando o primeiro turno das eleições, previsto para 4 de outubro, foi aberta oficialmente nesse domingo (16). Trata-se da maior quantidade de candidatos por Maringá desde o início do século 21. Em contrapartida, em todo o Paraná, temos a menor quantidade de postulantes ao poder legislativo nas esferas estadual e federal desde 2010. Por Maringá, estão concorrendo:

Para deputado federal: Adilson do Bar (PSDB), Dr. Francismar (PSB), Homero Marchese (NOVO), Leonna Moriale (PDT), Luiz Nishimori (PSD), Márcio Certo (PSB), Professora Ana Lucia (PDT), Professor Julio Rodrigues (PT), Ricardo Barros (PP), Ricardo Maia (MDB), Sargento Fahur (PL), Scabora (MDB), Subtenente Dioney (PL), Mãe Gi (PDT) e Paulo Espíndola (Novo).

Para deputado estadual: Cris Lauer (NOVO), Danny Arouca (NOVO), Delegado Jacovós (PL), Do Carmo (Podemos), Dr. Batista (PL), Dr. Michel Rangel (PP), Emanuel Presdestin (MDB), Evandro Araújo (PSD), Evandro da Unifamma (Republicanos), Fabrizio Meller (NOVO), Fausto Herradon (Avante), Flávio Mantovani (PSD), Giseli Bianchini (PL), Juliana Canassa (PP), Lemuel Salvando Vidas (PDT), Lucas Canassa (NOVO), Maria Victoria (PP), Mario Verri (PT), Olga Agulhon (PP), Professora Grazy Takano (PDT), Soldado Adriano (PSD), Ulisses Maia (PSD), Vera Nogueira (PT), Zebrão (PP) e Mayara Keiko (União).

Em entrevista ao Maringá Post, o cientista político e doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Tiago Valenciano, atribuiu o alto número de candidaturas ao ‘vácuo’ deixado por nomes históricos que não irão concorrer.

“A gente tem o número de candidatos mais baixo desde a eleição de 2010, eu atribuo muito isso, na esfera global do Paraná, a queda do número de partidos políticos efetivamente operando, depois da cláusula de barreira que foi adotada no Brasil, então essa eleição já é mais uma com a adição da cláusula de barreira, então com a diminuição do número de partidos você consequentemente diminui a quantidade de candidatos, até porque mesmo com o financiamento público de companhas, que é o fundo eleitoral, você não tem a capacidade de entrega tão grande assim dos candidatos, porque normalmente esses fundos ficam mais presos naqueles partidos que têm maior bancada de deputados federal, então uma coisa acaba treinando a outra, por isso que você tem menos candidatos”, disse.

Ele também explica que muitas das candidaturas entram na disputa visando ganhar projeção para a eleição municipal de 2028, almejando uma vaga na Câmara de Vereadores.

“Em Maringá, especialmente falando, a gente enxerga esse fenômeno de aumento do número de candidatos por alguns fatores, temos a saída do Ênio Verri de deputado que deixou um campo aberto ali no setor mais progressista ideologicamente falando, é a possibilidade de candidatos galgarem eleições depois para vereador, eu cito dois exemplos aqui de cabeça, Giselli Bianchini e Majô foram candidatas na eleição de 2022 e acabaram sendo eleitas vereadoras em 2024, se não me engano Daniel Malvezzi também teve a mesma a mesma vertente de disputar uma eleição prévia para depois arriscar na outra lá na frente, então a eleição de deputado para alguns candidatos, de menor volume de campanha, se tornou uma grande possibilidade para ficar na vitrine e disputar depois a eleição para vereador”, explicou.