Aos 42 anos, maringaense transforma sonho de infância em medalha de prata no Taekwondo

Maringaense realiza um sonho no esporte aos 42 anos, simbolizando o esforço e o foco no resultado
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Aos 42 anos, Ivan Coelho Dias realiza um sonho iniciado ainda na infância ganhou forma, disciplina e, agora, uma medalha. Depois de oito meses de treinamento, um atleta de Maringá conquistou a prata no Supercampeonato Brasileiro de Taekwondo, realizado de 12 a 16 de agosto de 2026.

A história começou quando ele tinha apenas seis anos, em Alfenas, Minas Gerais. Ao passar de carro diante de uma academia, ficou fascinado pelos movimentos, chutes e saltos do Taekwondo. Naquele momento, nasceu uma paixão que, por circunstâncias familiares, precisou esperar.

Em 1993, já morando em Maringá, o sonho continuava vivo. Ele costumava subir a rua de casa para observar os treinamentos da Academia Taekwondo Han, hoje Academia Harley Ventura, mesmo sabendo que ainda não poderia praticar.

Anos depois, em 2010, decidiu finalmente começar. Uma lesão, porém, interrompeu o projeto. Após três meses de fisioterapia, tomou uma decisão: voltaria ao Taekwondo e estabeleceria uma meta de vida — conquistar a faixa preta no mesmo dojang que admirava desde jovem.

A jornada competitiva veio em 2026, quando o Mestre Harley Ventura o convenceu a competir. No Campeonato Paranaense, em Londrina, veio a primeira medalha. Em julho, no Paraná Combate, em Cascavel, conquistou a prata no poomsae.

A preparação para o Brasileiro exigiu ainda mais dedicação. Sob orientação dos Mestres Harley Ventura e Ezequiel Silva, os treinamentos foram intensificados, com atividades de segunda a sexta-feira e, em alguns períodos, também aos sábados.

No Supercampeonato Brasileiro, venceu o primeiro adversário, do Rio Grande do Sul, por dois rounds a zero e avançou à final. Na decisão, venceu o primeiro round, perdeu o segundo e acabou derrotado por apenas dois pontos no terceiro.

O título não veio, mas a medalha ganhou um significado maior. Com apenas oito meses de treinamento, ele transformou um sonho de infância em uma conquista nacional.

“Representa buscar realizar um sonho de criança, vencer a si mesmo, querer melhorar e aperfeiçoar todo dia”, resume.

A trajetória também deixa uma mensagem de persistência: não existe idade determinada para recomeçar, estabelecer objetivos e buscar aquilo que realmente se gosta.

Aos 42 anos, a faixa preta continua sendo o próximo objetivo. E o Taekwondo, que começou como um encantamento aos seis anos, agora faz parte de um projeto para a vida inteira.