Clubinho do livro, rodas de conversa com pais e funcionários e interações com alunos. Na UEM, estudantes do projeto de extensão Educação Acolhedora (EDUA) trabalham para que outros alunos aprendam se sentindo acolhidos.
A ideia das ações é promover o diálogo com adultos, para que as crianças consigam aprender de forma saudável e respeitosa.
Maria Eduarda Cioffi é estudante de Psicologia da UEM e participa do projeto. Ela afirma que se sente realizada quando percebe os impactos do projeto na vida das crianças.
“É incrível fazer as intervenções em sala de aula e poder apresentar para as crianças uma nova forma de conviverem entre eles, possibilitar para as professoras outras formas de controlar uma sala de aula, por exemplo, que não seja com base no grito, no castigo e na ameaça. E com as rodas de conversa com os responsáveis, é muito legal porque, além de ter a gente ali mediando a conversa, eles mesmos vão trocando experiências.”
Além das rodas de conversa com os pais, intervenções com os alunos e diálogo com os professores, o EDUA realiza clubes de literatura para os alunos, tanto presencialmente quanto nas redes social e na Rádio UEM FM . Os livros abordam questões sociais e educativas, pensando em promover reflexão e pensamento humano enquanto se divertem com as histórias.

História do EDUA
O projeto surgiu com o nome “Por uma educação não violenta: desmedicalizando os processos educativos” e foi formalizado em dezembro de 2022. Além disso, o EDUA nasceu de outros grupos e iniciativas de pesquisa envolvendo a educação. No início, o projeto era realizado por alunos de pedagogia e psicologia. Hoje, o projeto recebe também alunos de artes cênicas e artes visuais.
Há quatro anos, o EDUA atua no ensino fundamental I do Colégio de Aplicação Pedagógica. No entanto, o projeto atua em outras frentes, como em eventos, congressos, simpósios e nas redes sociais.

Quando se fala nos rumos da educação, Maria Eduarda se guia pela ideia da coletividade.
“Mesmo em práticas que estamos teoricamente sozinhos, a gente carrega discussões construídas coletivamente. E onde a gente puder se articular com outras pessoas, as possibilidades de conseguir efetivar as pequenas mudanças que estamos propondo aumentam muito! O nosso trabalho produz muito mais efeitos.”
Brincadeiras incentivam o ensino através do lúdico. Foto: equipe EDUA



















