Maringá — O tráfego pesado e a falta de acessos seguros na BR-376 tornaram-se uma das maiores preocupações diárias dos moradores do Distrito de Iguatemi. Cortado ao meio pela rodovia, o distrito tem entre 15 e 16 mil habitantes, sendo cerca de 5 mil residentes na zona norte. A divisão geográfica obriga a população a cruzar a pista frequentemente para acessar serviços essenciais concentrados na zona sul, como postos de saúde, creches, igrejas e supermercados.
No Ponto a Ponto, o vereador Uilian da Farmácia (União Brasil) explicou que a travessia urbana gera gargalos severos de mobilidade. Segundo o parlamentar, motoristas chegam a perder até 40 minutos para atravessar a rodovia em horários de pico ou feriados prolongados, quando o fluxo rumo aos portos se intensifica.
Semáforo descartado
Ao abordar as alternativas para o local, Uilian revelou que questionou a concessionária IPR sobre a possibilidade de instalação de um semáforo. A empresa, no entanto, descartou a opção alegando restrições técnicas para esse tipo de intervenção em rodovias federais. Entre as propostas avaliadas, ganha força a construção de uma passagem inferior, no modelo executado próximo ao Shopping Catuaí.
“A gente estima uma média de 20 minutos para você atravessar a BR-376. Em dias de feriado prolongado, com fluxo intenso para os portos, a gente já chegou a perder 40 minutos. O semáforo resolveria, mas foi descartado por regras técnicas. A IPR nos pediu 100 dias para apresentar a viabilidade de obras como a passagem por baixo da pista, para dar fluidez e segurança para a nossa comunidade”.
O vereador ressaltou ainda que, por se tratar de uma rodovia federal, o município e o Estado possuem limitações legais para intervir diretamente. O avanço das obras depende do cumprimento das obrigações contratuais da concessionária e de articulações promovidas junto às bancadas estadual e federal.
Serviço
Assista ao episódio completo no canal do YouTube do Maringá Post.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio


















