A economia de Maringá deve manter um ritmo de crescimento moderado no segundo semestre de 2026, impulsionada pelos setores de serviços, agronegócio, tecnologia, construção civil e comércio. A avaliação é compartilhada por entidades econômicas estaduais, que apontam um cenário de cautela, mas sem expectativa de retração da atividade econômica.
Dados sustentam a percepção
Levantamento da Fecomércio Paraná e do Sebrae/PR mostra que 27,5% dos empresários do setor terciário esperam aumento do faturamento até o fim do ano, enquanto outros 27,2% projetam estabilidade. Apenas 17,8% acreditam em redução das receitas. O estudo também revela que 29,6% das empresas pretendem investir e que 66,1% planejam manter ou ampliar seus quadros de funcionários. Entre as regiões pesquisadas, Maringá aparece com uma das maiores intenções de contratação do Estado: 23,3% dos empresários afirmam que pretendem contratar novos trabalhadores.
Especialistas atribuem esse desempenho à diversificação econômica do município. Além da força do agronegócio e das cooperativas da região, Maringá consolidou-se como polo de tecnologia, saúde, educação superior, logística e prestação de serviços, reduzindo sua dependência de um único segmento econômico.
João Ricardo Tonin, economista de Maringá e comentarista do quadro Economia em Foco, da CBN Maringá, tem sustentado que o mercado de trabalho regional continua aquecido, mas enfrenta um desafio crescente: a escassez de mão de obra qualificada, especialmente em setores como tecnologia, construção civil, logística e serviços.
Expectativas positivas
Apesar das perspectivas positivas, o empresariado demonstra preocupação com fatores externos. A instabilidade política, a elevada carga tributária, a dificuldade para encontrar mão de obra qualificada e o ambiente econômico nacional aparecem entre os principais desafios para os próximos meses, segundo a pesquisa da Fecomércio PR e Sebrae/PR.
Mesmo diante de um ambiente econômico mais desafiador, a avaliação predominante é de que Maringá continuará entre as cidades com melhor desempenho econômico do Paraná, mantendo crescimento acima da média nacional, impulsionada pela diversificação produtiva, pelo empreendedorismo e pela capacidade de atrair investimentos. As projeções indicam um segundo semestre de expansão moderada, com preservação do emprego e da renda, embora em ritmo menos acelerado do que o observado nos últimos anos.


























