Eleitores de 16 anos quadruplicam em Maringá em 10 anos; faixa de 21 a 24 anos diminui 18%

Levantamento do Maringá Post com dados do TSE mostra que o perfil do eleitorado jovem mudou em dez anos: enquanto o número de eleitores de 16 a 18 anos cresceu em Maringá, a quantidade de jovens de 21 a 24 anos aptos a votar diminuiu.
Foto: reprodução/EBC
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O perfil do eleitorado jovem de Maringá mudou na última década. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o número de eleitores de 16 a 18 anos passou de 4.617 em 2016 para 6.384 em 2026, um crescimento de 38,3%. Entre os adolescentes de 16 anos, o aumento chegou a 305% no período. Em sentido contrário, a faixa de 21 a 24 anos registrou queda de 18%, passando de 20.696 para 16.962 eleitores.

Eleitorado crescente

No mesmo período, o eleitorado total do município  saiu de 261,7 mil eleitores em 2016 para 301 mil. O avanço entre os adolescentes, portanto, ocorreu em ritmo superior ao crescimento geral do eleitorado.

Faixa etária20162026Variação
16 a 18 anos4.6176.384+38,3%
21 a 24 anos20.69616.962-18,0%
Eleitorado total144.088158.745+10,2%

O Maringá Post procurou as principais motivações nas mudanças nos números.

Campanhas e facilidade no alistamento

Para o sociólogo Joel Cavalcante, diferentes fatores podem explicar o crescimento do eleitorado mais jovem.

Segundo ele, campanhas voltadas aos estudantes e desenvolvidas em escolas ajudam a aproximar adolescentes de temas ligados à cidadania e à participação política. Além disso, as redes sociais ampliam o alcance dessas iniciativas e facilitam o acesso às informações sobre o processo eleitoral.

Outro fator apontado pelo pesquisador é a possibilidade de realizar o primeiro alistamento eleitoral pela internet, o que reduz barreiras para quem vai tirar o título pela primeira vez.

Queda entre jovens adultos

Enquanto o número de adolescentes aumentou, a quantidade de eleitores entre 21 e 24 anos diminuiu ao longo da década.

De acordo com Cavalcante, uma das possíveis explicações é o fato de Maringá ser um polo universitário. Muitos estudantes se mudam para a cidade para cursar o ensino superior, mas mantém o domicílio eleitoral no município de origem ou deixam de solicitar a transferência do título.

O sociólogo também cita aspectos demográficos, como a redução da população jovem, como fatores que podem influenciar essa mudança.

Na avaliação dele, os adolescentes recebem mais estímulos para participar da política por meio das redes sociais e de campanhas voltadas ao primeiro voto. Já os jovens adultos costumam estar em outra fase da vida, conciliando trabalho, faculdade e outras responsabilidades, o que pode reduzir o interesse imediato pelo processo eleitoral.