A ameaça de cassação soa comum a cada dia na Câmara Municipal de Maringá. Ao longo da história, mais de 15 solicitações de perda de mandato foram levadas à Mesa Diretora.
Em 2017, o então vereador Homero Marchese conseguiu que o pedido referente à cassação dele fosse arquivado.
Oito anos depois, em 2025, a vereadora Cris Lauer, enfrentou processo semelhante; não conseguiu êxito e acabou cassada.
Vale lembrar que o Ministério Público (MP) acaba sendo a alternativa para defesa de acusados e por vezes condenados. Cris Lauer afirma que luta pela anulação da cassação e não raro anuncia vitórias subjetivas no andamento do processo de revisão da condenação.
2 casos este ano
Agora, em 2026, ao encerrar o primeiro semestre do exercício legislativo do ano, dois processos são alvo da análise dos legisladores. Um, envolvia o vereador Lemuel Rodrigues e acabou arquivado. Em uma sessão tranquila, ele obteve êxito e se livrou das denúncias e acusações.
O mesmo não se pode afirmar da vereadora Professora Ana lúcia. Nesta terça-feira (21), os integrantes da Comissão Processante decidiram, por unanimidade, dar sequência ao processo, após analisar a defesa prévia elaborada pelos advogados da legisladora e protocolada na Casa no dia 16 de julho.
Plenário
O vereador Luiz Neto, presidente da Comissão Processante, alegou que, neste momento, não cabe julgamento da defesa em citações quanto a provas, testemunhas e outros aspectos contidos no processo. De acordo com ele, nesse momento o que se avalia é a integridade jurídica do processo, se prazos foram cumpridos, se foram observadas as regras legais, se a acusada foi devidamente informada.
Diante da decisão dos integrantes da Comissão, a vereadora será levada à sessão de cassação, onde os argumentos serão apreciados, podendo o processo ser arquivado ou a denúncia passar pela votação do Plenário, onde a legisladora poderá ter o mandato cassado ou ser absolvida das acusações.











