Prefeitura investe em tecnologia e reativa pedreira para garantir autonomia em obras de Maringá

A Prefeitura de Maringá investe R$ 24 milhões em novos equipamentos, uma usina de asfalto e na reativação da Pedreira Municipal para aumentar a autonomia nas obras, reduzir custos e diminuir a dependência de empresas terceirizadas. Segundo o secretário Vagner Mussio, a modernização também busca compensar a falta de mão de obra.
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Com aporte de R$ 24 milhões em maquinário e compra de nova usina asfáltica, município busca suprir déficit de pessoal e reduzir dependência de prestadores de serviços privados.

A oscilação de preços no mercado da construção civil, a escassez crônica de mão de obra operacional e a dependência de cronogramas de empresas terceirizadas têm levado a administração municipal de Maringá a reformular sua estratégia de zeladoria. O foco atual baseia-se na retomada da capacidade própria da prefeitura, por meio da modernização tecnológica do pátio de máquinas e da reativação de ativos industriais públicos.

Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, o secretário de Infraestrutura, Vagner Mussio, detalhou o plano de reestruturação que soma 24 milhões de reais em novos equipamentos. O investimento inclui a aquisição de uma nova usina de asfalto, com capacidade de produção de 80 toneladas por hora, e de caminhões térmicos para a operação tapa-buraco, capazes de manter a massa asfáltica na temperatura correta por até 24 horas.

Segundo Mussio, a automação tornou-se a única alternativa viável diante da redução do corpo técnico operacional do município nas últimas décadas.

“Como falta mão de obra, você tem que investir em tecnologia. O pátio de máquinas da prefeitura precisava ser refeito, ele sumiu. Quem anda pela rua e vê um caminhão nosso coletando galho em um canteiro central de rua, é vergonhoso. É um caminhão que deve ter seus 20 anos de idade. Isso é só com investimento, não tem milagre. Ou você compra equipamento novo, ou ele vai ficar rodando de uma forma precária”, avaliou o secretário.

Autonomia operacional e redução de custos

A busca por autonomia visa garantir que o município mantenha frentes de trabalho ativas em períodos críticos para o setor privado, como finais de semana, feriados prolongados e recessos de fim de ano.

“É normal você ter a parte terceirizada, pelo tamanho de Maringá. Só que eu tenho um diferencial: eu rodo todo dia. Se eu colocar o funcionário CLT [da empresa terceirizada] para trabalhar no sábado, domingo e feriado, o custo vai lá para cima. Chega no fim do ano, a empresa dá férias coletivas e você fica sem gente para trabalhar nas ruas”, explicou Mussio, justificando o investimento de 3,5 milhões de reais na nova usina própria.

Além da pavimentação, a secretaria concluiu a reativação da Pedreira Municipal, que operava com mais de metade de sua capacidade paralisada. O complexo voltou a abastecer a Fábrica de Artefatos de Cimento do município, permitindo a produção interna de tubulações de drenagem e de barreiras de segurança do tipo New Jersey — blocos de concreto utilizados para a divisão de pistas na Avenida Colombo.

De acordo com os balanços da pasta, a fabricação própria gera uma economia imediata de 50% aos cofres públicos em comparação com os valores praticados pelo mercado de artefatos de cimento. “Se eu for comprar um tubo, ele custa 1.000 reais. Se eu fabricar, sai por 500. Nós estamos voltando a dar essa cara para os funcionários de Maringá e eles sentem orgulho de ver o que estão fazendo”, afirmou o secretário.

 Assista ao episódio completo do podcast Ponto a Ponto no canal do Maringá Post.