Disfunção erétil aos 50 anos pode ser prenúncio de infarto, alerta urologista

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MARINGÁ (PR) — A dificuldade de ereção em homens acima dos 50 anos não deve ser encarada apenas como uma limitação da vida sexual, mas como um sinalizador clínico de alerta para a saúde do coração.

 

O impacto vascular da disfunção erétil foi um dos temas detalhados pelo urologista Dr. Pedro Menechini no podcast Ponto a Ponto, do jornal Maringá Post.

 

Conforme explicado pelo médico ao jornalista Ronaldo Nezo, os vasos sanguíneos responsáveis pela irrigação do órgão genital masculino são extremamente pequenos e sensíveis. Complicações crônicas como diabetes, hipertensão, obesidade e tabagismo costumam obstruir essas vias muito antes de afetarem artérias maiores.

 

“A disfunção erétil é um marcador cardiovascular, muitas vezes ela aparece antes de um infarto, anos antes de um infarto, porque o órgão genital masculino depende de microvasos, são vasos muito pequenos. Se ali já está começando a entupir, então é talvez o primórdio de um entupimento de vasos maiores, isso depois pode se refletir no infarto, no AVC”, adverte Menechini.

O especialista ressalta que o diagnóstico precoce da disfunção exige que o homem mude o foco do tratamento. Antes de recorrer a paliativos imediatistas, é fundamental investigar o status orgânico global.

 

“O cara que está ali com 50 anos e ele já está tendo a disfunção erétil de causa vasculogênica, ou seja, são vasos ali ou nervos que não estão funcionando legal, esse cara precisa refletir se a parte orgânica dele está bem, se ele está se cuidando bem. […] Está bem ligado, eles caminham juntos”, reforça o urologista.

 

A medicina atual oferece um tratamento em etapas que se inicia obrigatoriamente pela mudança no estilo de vida e controle de doenças crônicas, progredindo para terapias orais, injeções intracavernosas e, em última análise, a implantação de próteses penianas.

 

Gravado na VMark Estúdio, o programa completo com os detalhes das terapias está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.