Com apoio da Acim, empresários buscam recursos para viabilizar projeto de autódromo internacional em Maringá

Tempo de leitura: 2 min

Maringá poderá ganhar um autódromo internacional voltado à realização de competições e eventos para impulsionar a economia regional. A iniciativa é do Núcleo Setorial de Automobilismo da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), que está mobilizando empresários para captar os recursos necessários para a elaboração do projeto, estudos topográficos e laudos ambientais.

 

Com os recursos garantidos, o grupo vai contratar um dos maiores especialistas do mundo em pistas de automobilismo, o engenheiro alemão Hermann Tilke, que já mantém diálogo com empresários maringaenses e iniciou os estudos preliminares. Tilke é responsável pelo projeto de circuitos em cidades como Miami, Austin, Abu Dhabi, Valência e Xangai, entre outros.

 

O complexo deverá ser implantado em uma área de 53 alqueires doada pela Prefeitura de Maringá, localizada próximo aos presídios, na divisa entre Maringá e Paiçandu. O projeto prevê uma pista principal de 4,5 quilômetros, dimensionada para atender aos requisitos de homologação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

 

Além do circuito principal, o empreendimento contará com seis pistas voltadas a diferentes modalidades: drift, kart, autocross, automodelismo, arrancada e motocross. A estrutura incluirá ainda arena para competições virtuais, espaço para shows e eventos, museu, área gastronômica e estacionamento com capacidade para 14 mil veículos.

 

A proposta é transformar o complexo em um centro multifuncional, apto a receber competições nacionais e internacionais, testes de montadoras e concessionárias, eventos corporativos e culturais, além de cursos para pilotos e mecânicos. O projeto tem o apoio da Federação Paranaense de Automobilismo e, se concretizado, fará de Maringá a terceira cidade do Paraná a contar com um autódromo, ao lado de Cascavel e Londrina. Será, porém, o único circuito do estado com sete pistas e estrutura completa para atender às exigências internacionais.

 

A construção deverá ser viabilizada com recursos públicos, enquanto a operação ficará a cargo da iniciativa privada, por meio de concessão ou parceria público-privada (PPP).