MARINGÁ (PR) — O consumo indiscriminado e sem orientação médica de estimulantes sexuais, como a Tadalafila, tornou-se um fenômeno preocupante entre jovens na faixa dos vinte anos no noroeste do Paraná.
O alerta foi feito pelo médico urologista e andrologista Dr. Pedro Menechini, em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, apresentado pelo jornalista Ronaldo Nezo.
Segundo o especialista, a busca por uma performance inabalável e o medo imediatista da falha têm empurrado homens saudáveis para o uso crônico desses medicamentos. O hábito, contudo, gera uma armadilha emocional conhecida nos consultórios como dependência psicológica.
“Muitos jovens têm usado o tadalafila de maneira indiscriminada, o que leva até a uma dependência psicológica. Eu já atendi muito paciente jovem que fala: ‘Doutor, se eu não tiver na carteira um comprimido de tadalafila, nem adianta eu sair com a moça, porque eu não consigo ter relação’. Dependência psicológica”, revela Menechini.
O médico explica que a substância facilita a circulação sanguínea na região genital e pode proporcionar uma ereção mais vigorosa, mas o uso recreativo distorce a resposta natural do organismo. O maior desafio clínico, nesses casos, deixa de ser biológico e passa a ser terapêutico.
“Não é algo natural, talvez aquela pessoa não precise daquilo. E aí ela coloca parte da confiança da relação no medicamento e isso gera de fato uma dependência emocional muito grande, difícil de tratar. Depois que o jovem chega lá, faça o uso já, pacientes com vinte e poucos anos. Aí o que eu tento desmistificar para ele é assim: organicamente você não tem nada que necessite um empurrãozinho para levar sangue lá para o genital. Você tem tudo funcionando perfeito aí, é a cabeça”, aponta o urologista.
Para reverter esse quadro, o especialista destaca que o acompanhamento médico multidisciplinar é indispensável. Em casos de fundo puramente emocional, a atuação de psicólogos e terapeutas sexuais torna-se o caminho mais eficaz para devolver a segurança natural ao paciente.
O episódio completo foi gravado em parceria com o VMark Estúdio e pode ser assistido no canal do YouTube do Maringá Post.




















