O conceito moderno de saúde vai muito além da ausência de doenças ou da realização periódica de exames laboratoriais. Para a população acima dos 49 anos, o isolamento social e o sedentarismo representam riscos tão severos quanto patologias crônicas. Estudos indicam que a solidão pode acelerar o declínio cognitivo e agravar quadros de depressão e hipertensão. Por isso, as novas estratégias de gestão em saúde suplementar estão incorporando a integração social como um pilar fundamental do tratamento preventivo.
Para discutir o impacto das atividades coletivas na longevidade, o podcast Ponto a Ponto, do Maringá Post, recebeu o diretor comercial e de marketing do Grupo Athena Saúde, Rodrigo Góes. Em conversa com o jornalista Ronaldo Nezo, o executivo detalhou como o novo plano Humana Sênior utiliza oficinas terapêuticas e espaços de convivência para manter o beneficiário ativo e, consequentemente, reduzir a necessidade de intervenções hospitalares.
Movimento contra o adoecimento
Durante a conversa, Góes destacou que tirar o paciente idoso do isolamento doméstico é uma estratégia de saúde pública e privada. A criação de um ambiente exclusivo na Zona 1 de Maringá, com atividades que vão da pintura à dança, foi desenhada para criar um senso de comunidade e pertencimento entre os usuários.
“A pessoa em movimento já é uma prevenção. A solidão te adoece. Então trazer possibilidades de uma integração social, seja através da dança e de outras metodologias como pintura, vai integrar essa pessoa a um grupo, trazer movimento para essa pessoa. E isso também é prevenção”, explica o diretor.
O papel das oficinas terapêuticas
Diferente da lógica de um plano de saúde tradicional, que muitas vezes só interage com o cliente no momento da crise, o modelo apresentado por Góes propõe uma presença constante na rotina do idoso. As oficinas multidisciplinares permitem que os profissionais de saúde monitorem o bem-estar do paciente de forma leve e contínua, identificando alterações de humor ou mobilidade antes que elas se tornem problemas graves.
“A gente pensou em trazer vida para aquela casa. (…) Então é importante trazer coisas novas. Fugindo só do plano de saúde, consulta e hospital. Vamos trazê-los para um outro ambiente, gerar novas experiências”, afirma Góes.
Essa visão integrada reforça que a saúde mental e social é o alicerce da saúde física. Ao promover encontros semanais e atividades lúdicas, o sistema de saúde não apenas melhora a qualidade de vida do idoso, mas também aumenta a sustentabilidade do setor ao evitar complicações decorrentes da inatividade e do abandono emocional.
Serviço
O episódio completo do podcast Ponto a Ponto com o diretor Rodrigo Góes está disponível no canal do Maringá Post no YouTube e nas plataformas de áudio.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio


















