Com 1.400 mulheres monitoradas, Patrulha Maria da Penha zera índice de feminicídios em Maringá

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O combate à violência doméstica e a prevenção ao feminicídio exigem agilidade e integração entre as forças de segurança e o Poder Judiciário. Em Maringá, as ações coordenadas pela Guarda Civil Municipal têm alcançado eficácia máxima no acompanhamento de vítimas amparadas por decisões judiciais, consolidando a cidade como referência na proteção à mulher.

 

Para detalhar o funcionamento desse serviço, o podcast Ponto a Ponto, do Maringá Post, recebeu o secretário municipal de Segurança Pública e delegado de Polícia Civil, Luiz Alves. Em conversa com o jornalista Ronaldo Nezo, o gestor apresentou o balanço da Patrulha Maria da Penha e revelou que o índice de feminicídios permanece zerado entre as mulheres inseridas no programa de monitoramento.

 

Projeto Salvando Vidas

Durante a entrevista, Luiz Alves apontou a Patrulha Maria da Penha como o setor de maior resolutividade dentro da estrutura da Guarda Municipal. O trabalho é realizado por meio do projeto Salvando Vidas, que acompanha a rotina da mulher desde a emissão da ordem judicial até o encerramento do prazo de validade da proteção.

 

“O resultado disso é que nenhuma das mulheres que são monitoradas para a gente, nenhuma, foi vítima de feminicídio até hoje. Então nesse período foram mais de 1.400 mulheres acompanhadas, mais de 3.000 ações realizadas e zero feminicídio, com relação a essas mulheres que estão sendo acompanhadas”, destacou o secretário.

 

O atendimento conta com o suporte de tecnologia de pronta-resposta. “Hoje as mulheres têm o botão do pânico, que pode ser de diversas formas, que é fornecido pela própria Secretaria da Mulher e é integrado… A partir de então ela passa a ser monitorada 100% pelas equipes da Patrulha Maria da Penha”, explicou o delegado.

 

Serviço de inteligência e prisão em flagrante

O secretário ressaltou que a principal diretriz da patrulha é a prevenção ativa, intervindo antes que as ameaças evoluam para agressões físicas. Para ilustrar a dinâmica do policiamento, Alves relatou uma prisão em flagrante realizada pela equipe de inteligência e pela Ronda Ostensiva Municipal no mesmo dia da gravação do programa.

 

“Foi preso um indivíduo que estava quebrando uma medida protetiva e ele importunava a mulher, a ex-companheira, diariamente na rotina do trabalho dela. E ela prestou essa informação e o nosso serviço de inteligência conseguiu detectar isso… Deteve esse indivíduo no momento que ele ia lá quebrando essa medida protetiva… A Patrulha trabalha com antecipação, com prevenção, que é o primordial”, afirmou.

 

O serviço atua de forma coordenada com a Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres de Maringá, que oferece suporte psicossocial e campanhas educativas, enquanto a Guarda Municipal assegura a intervenção policial para a garantia dos direitos estabelecidos em lei.

 

Serviço

O episódio completo do podcast Ponto a Ponto com o delegado Luiz Alves está disponível no canal do Maringá Post no YouTube e nas plataformas de áudio.

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio