Simulação de capotamento na Praça Raposo Tavares alerta para os perigos da imprudência no trânsito em Maringá

Simulação de capotamento na Praça Raposo Tavares alerta para os perigos da imprudência no trânsito em Maringá
Foto: Rafael Macri
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Quem passou pela Praça Raposo Tavares nesta sexta-feira (29) deparou-se com o cenário realista de um acidente de trânsito com vítima presa às ferragens. A cena, que chocou e atraiu a atenção de pedestres, tratou-se de uma simulação de impacto promovida pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) em parceria com o Corpo de Bombeiros, marcando o encerramento das ações da campanha Maio Amarelo no município.

Durante a dinâmica, os bombeiros demonstraram passo a passo o complexo trabalho de resgate, desencarceramento e atendimento médico de emergência. O objetivo principal foi materializar as consequências de condutas de risco rotineiras, como o uso do celular ao volante, o excesso de velocidade e a mistura de álcool e direção.

A urgência por conscientização foi respaldada por estatísticas locais preocupantes divulgadas pelas forças de segurança durante o evento.

No ano passado, o Corpo de Bombeiros atendeu 2,3 mil ocorrências. Este número representa uma média superior a seis acidentes por dia no município.

De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros, André Bueno, a grande maioria dos registros está diretamente ligada à desatenção dos condutores, enquanto as colisões mais graves decorrem de embriaguez e desrespeito aos limites de velocidade.

“A maioria dos acidentes em Maringá é evitável e acontece por desatenção e imprudência. Um trânsito melhor depende de todos nós prestarmos mais atenção e cuidarmos uns dos outros”, reforçou o secretário de Mobilidade Urbana, Luciano Brito.

O realismo da encenação dividiu opiniões positivas entre moradores e visitantes. A maringaense Cristiane Alves Ferreira classificou a apresentação como “forte e necessária”, destacando o papel pedagógico da ação. “Às vezes não imaginamos o quanto uma decisão errada pode mudar vidas. Faz a população refletir”, pontuou.

O turista gaúcho Roberto Barreto, natural de Porto Alegre, também acompanhou os trabalhos e elogiou a iniciativa das equipes de resgate, lembrando que os perigos da direção perigosa afetam terceiros. “O motorista precisa ter consciência de que dirigir cansado ou usar o celular coloca vidas em risco. Muitas vezes, as vítimas são pessoas que não têm culpa nenhuma”, concluiu.