Projeto de lei quer instituir construção de pontos de apoio para motoboys em Maringá

Local parecido já está em operação em Sorocaba-SP | Foto: Arquivo/Prefeitura de Sorocaba
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Atualmente, cidade conta com aproximadamente 8 mil profissionais da categoria. Projeto, de autoria do vereador Uilian da Farmácia (União), aguarda parecer da Secretaria de Governo antes de seguir tramitando na Câmara. Parlamentar afirma já ter parceiros privados interessados em investir na iniciativa.

Um projeto de lei em tramitação na Câmara de Maringá quer instituir a criação de pontos de apoio para motoboys em regiões estratégicas da cidade. O texto é de autoria do vereador Uilian da Farmácia (União).

Protocolado ainda em janeiro de 2025, o texto deu entrada nesta terça-feira (26) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que solicitou um parecer de viabilidade para a Secretaria Municipal de Governo (SeGov) antes de definir pela continuidade, ou não, da tramitação.

Conforme o texto, os pontos de apoio deverão ser munidos de áreas de descanso, pontos de carregamento de celular, água potável, wi-fi e banheiros. O projeto sugere a instalação dos pontos em “áreas de alta concentração comercial”, como próximos a shoppings e determina que o município pode buscar parcerios privados para custear as implantações.

Atualmente, Maringá tem aproximadamente oito mil motoboys, entre ativos e cadastrados nas plataformas, conforme dados levantados pelos próprios trabalhadores da categoria e apresentados durante uma reunião pública sediada na Câmara Municipal, no dia 27 de março. A reunião, na época, foi convocada pelo próprio vereador.

Em entrevista ao Maringá Post nesta terça-feira (26), Uilian da Farmácia explica que a demanda já é antiga. Conforme o parlamentar, o município se mostrou receptivo a ideia e já há, inclusive, parceiros privados interessados em ajudar a custear a iniciativa.

“Esse projeto, ele vem de uma grande necessidade dessa classe, que trabalha todos os dias, sol a sol, chuva, vento, não importa a situação climática, eles estão na rua e trabalhando por nós. Hoje Maringá conta aí com aproximadamente oito mil motoboys e eles não têm um local apropriado para que eles possam ficar, fazer suas refeições, ir ao banheiro, têm que recorrer a shoppings ou a boa vontade de lojistas. […] Eles (Prefeitura) se mostraram receptivos ao projeto, além de empresas da cidade de Maringá quererem apoiar”, afirmou.