Em um mundo pautado pelo imediatismo das redes sociais, muitos empresários entram em redes de negócios esperando resultados instantâneos. No entanto, para o diretor executivo do BNI no Noroeste do Paraná, Rodrigo Fujihara, esse é o caminho mais curto para o fracasso. Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, Fujihara foi enfático ao diferenciar quem colhe frutos de quem apenas desgasta sua imagem: “O principal equívoco que as pessoas cometem é confundir plantio com caça”.
Segundo o executivo, o networking profissional não deve ser encarado como uma caçada, onde se busca uma “presa” ou uma venda rápida, mas como um jardim que exige paciência e cuidado. “O BNI é plantio. Precisa construir relacionamento para que se obtenha resultado”, explica.
A analogia do casamento
Para ilustrar a importância do tempo de maturação, Rodrigo utiliza uma comparação com a vida pessoal que gera identificação imediata. Durante a conversa com o jornalista Ronaldo Nezo, ele questionou: “Você conheceu a sua esposa num dia e casou no outro? Não. Tem o flerte, o cinema, o namoro, até chegar no casamento”.
Nos negócios, a lógica é idêntica. Antes de pedir uma indicação para o contato mais valioso de um parceiro, é preciso construir uma base de confiança. “O processo de construção de confiança, para que a gente possa abrir aquilo que é mais precioso para nós, que é a nossa rede de contatos, também funciona dessa mesma forma”, destaca Fujihara.
O valor do “Givers Gain”
O segredo para acelerar esse processo de confiança, paradoxalmente, não é pedir, mas oferecer. Rodrigo detalha a filosofia do Givers Gain (Ganhar Contribuindo) como o motor que faz as engrenagens girarem. Para ele, chegar em uma roda de conversa querendo obter vantagens antes de mostrar valor é um erro fatal.
“Se a gente está num lugar onde todo mundo vai para vender, quem é que vai comprar? A conta não fecha. O objetivo é você estar ali disposto a ouvir a necessidade do outro e ver quem você consegue ajudar. Todo mundo fazendo essa lição de casa, todo mundo sai ganhando”, afirma o diretor.
Escutar para conectar
Para quem deseja melhorar seu networking, mesmo fora de grupos formais, Rodrigo deixa uma orientação prática baseada na generosidade e na atenção: “Esteja disposto a ouvir. Preste atenção nas necessidades que as pessoas têm e veja de que maneira você consegue ajudar, seja com uma conexão. Muitas vezes, uma conexão que a gente faz muda a vida daquela pessoa, e para nós não custa nada”.
Serviço
O episódio completo do podcast Ponto a Ponto com Rodrigo Fujihara, apresentando lições de liderança e os bastidores do mundo corporativo, está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.


















