A vereadora Professora Ana Lúcia (PDT) fez duras críticas à administração municipal e à relação do Executivo com a base aliada na Câmara. Em entrevista ao Maringá Post durante a Expoingá 2026, a socióloga relatou retaliações políticas por sua postura de oposição, apontou estagnação nas políticas para a população em situação de rua e confirmou sua pré-candidatura a deputada estadual.
A parlamentar, que ingressou na política após 35 anos na Universidade Estadual de Maringá (UEM), denunciou que a gestão atual não ampliou vagas em projetos essenciais de acolhimento social. A vereadora destacou que suas emendas para a criação de abrigos, repúblicas de autogestão e cotas de emprego em obras públicas foram ignoradas.
Sobre o cenário legislativo, Ana Lúcia relatou que seus projetos de lei e requerimentos são retidos pela presidência da Câmara. Ela criticou a base do governo, afirmando que a maioria dos vereadores aprova medidas de urgência sem a devida discussão em comissões. A vereadora mencionou o aumento de 30% no IPTU como exemplo de projetos contrários aos interesses da comunidade.
No cenário estadual, Ana Lúcia apresentou o ensino superior, os direitos das mulheres e a governança metropolitana como suas principais bandeiras políticas. A pré-candidata condenou a falta de professores e técnicos nas universidades estaduais, a ausência de um plano metropolitano de mobilidade e a privatização da Copel, criticando os deputados estaduais que aprovaram essas medidas.


















