Um reajuste nos salários pagos pela Prefeitura ao cargo de superintendente do Aeroporto Regional de Maringá fez com que o atual ocupante do cargo recebesse mais do que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em abril. De acordo com dados do Portal da Transparência, consultados pela reportagem, Gustavo Catelli Vieira da Silva recebeu R$ 55,5 mil em vencimentos brutos da função no último mês.
A título de comparação, no mesmo mês de abril os atuais 10 minitros do Supremo receberam R$ 46,3 mil em salários brutos (sem descontos), valor que é considerado o teto de remuneração do funcionalismo federal. Os valores foram consultados pela reportagem no Portal da Transparência do STF.
Os salários pagos pelo Poder Público municipal para a superintendência do Aeroporto tiveram reajuste em abril, saindo dos antigos R$ 20.482,33 para R$ R$ 29.236,55. A mudança foi ratificada em Assembleia Geral Ordinária da Terminais Aéreos de Maringá SBMG S/A, empresa pública que faz a gerência do Aeroporto de Maringá, realizada no dia 26 de abril e publicada no dia 14 de maio.
A ata do encontro traz que o reajuste nos subsídios também terá efeito retroativo, valendo a partir de 1º de janeiro deste ano, o que explica os vencimentos de mais de R$ 50 mil em abril. Já com os descontos, Vieira recebeu R$ 32 mil em abrilPor se tratar de uma empresa gerida pelo município, historicamente a função de superintendente recebia os mesmos salários dos secretários municipais, hoje de R$ 19.729,54 brutos.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Maringá confirmou o reajuste e afirmou que ele se deve ao “aumento das atribuições” que o cargo passará a exigir, uma vez que a gestão do Aeroporto também passará a responder pela administração da Rodoviária de Maringá. O município também ressaltou os resultados operacionais de 2026, mencionando que “pela primeira vez na história, o Aeroporto repassou, neste ano, R$ 1 milhão em lucro para a Prefeitura de Maringá”. Leia a nota do Executivo na íntegra:
“O reajuste salarial do diretor-presidente do Aeroporto de Maringá está dentro da legalidade e acompanha o crescimento e o aumento das responsabilidades da gestão do terminal. Trata-se de uma empresa pública de direito privado, com autonomia administrativa, cujas decisões aprovadas em assembleia pelo Conselho de Administração são soberanas.
Pela primeira vez na história, o Aeroporto repassou, neste ano, R$ 1 milhão em lucro para a Prefeitura de Maringá, além de ter ampliado o capital social da empresa em razão do crescimento financeiro e operacional do terminal. O aumento das atribuições da presidência também foi levado em conta, já que a administração da Rodoviária de Maringá passará a ser gerida pelo Aeroporto de Maringá, ampliando a responsabilidade na condução das operações.
As assembleias gerais da empresa ocorrem anualmente seguindo os procedimentos legais e administrativos da companhia, sempre no mês de março, conforme registrado em ata pública. Sempre nessa ocasião, a remuneração do diretor-presidente é reajustada considerando retroativamente o primeiro trimestre do ano. Anualmente, nos meses de maio, além da reposição salarial há participação nos lucros, distribuídos para todos os funcionários do Aeroporto.
O salário da presidência segue parâmetros compatíveis com o nível de responsabilidade e gestão de uma empresa pública de direito privado em expansão e ainda segue abaixo de salários praticados no mercado em empresas de direito privado, a exemplo da Infraero.”


















