Consolidando-se como um dos principais fóruns de debate do setor produtivo nacional, a Expoingá 2026 sediou, nesta segunda-feira (11), uma reunião estratégica da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. O encontro transformou o parque de exposições em uma extensão do Legislativo Federal para discutir as demandas urgentes do agronegócio brasileiro.
A reunião teve como objetivo estreitar o diálogo entre quem produz e quem legisla. Entre os temas prioritários, parlamentares e lideranças discutiram a ampliação do crédito rural, a redução dos custos de produção e melhorias na logística e infraestrutura.
O presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Henrique Pinto, enfatizou que a feira cumpre seu papel técnico ao servir de vitrine e espaço para soluções. “A Expoingá é um ambiente de integração e construção de ideias que fortalecem diretamente o agro brasileiro”, afirmou o anfitrião.
Um dos pontos altos foi a palestra do Dr. Marcelo Henrique Savoldi Picoli, coordenador de Agronomia do Centro Universitário Integrado. Com experiência internacional na Iowa State University, Picoli apresentou um panorama sobre a necessidade de aliar tecnologia e sustentabilidade para manter a competitividade global.
“O produtor rural está sendo desafiado diariamente a produzir mais, com eficiência e responsabilidade ambiental”, destacou o pesquisador, reforçando que a integração entre ciência e cooperativismo é o caminho para enfrentar as mudanças climáticas.
A mesa de debates contou com representantes do setor político e produtivo, incluindo:
- Deputados Federais: Luiz Nishimori, Elton Welter e Nelson Padovani;
- Cooperativismo e Crédito: Luiz Lourenço (Cocamar) e Wellington Ferreira (Sicredi Dexis);
- Entidades: José Borgh (Sindicato Rural de Maringá), além de representantes da Ocepar, Embrapa Soja e Unicampo.
Ao final do encontro, o espaço foi aberto para que associações apresentassem demandas diretas aos deputados, garantindo que as sugestões do setor produtivo do Noroeste paranaense cheguem formalmente às discussões de políticas públicas em Brasília.
