Ser mãe é descobrir forças desconhecidas, enfrentar medos diários e, ao mesmo tempo, encontrar amor nas pequenas coisas da rotina. Em meio às comemorações do Dia das Mães, neste domingo, 10, duas histórias emocionam por retratarem diferentes faces da maternidade: a da maringaense Talita Nayara, mãe de uma criança autista, e a de Alaíde Andrade, avó que ajudou a criar a neta como filha.
Entre noites sem dormir, preocupações constantes e muito amor, ambas compartilham algo em comum: a certeza de que ser mãe transforma completamente uma pessoa.
“Descobri uma força que nem sabia que tinha”

Para Talita Nayara, a maternidade chegou acompanhada de desafios que ela jamais imaginou viver. Mãe de Pedro, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e do pequeno Lucas, ela conta que sua rotina é completamente dedicada aos filhos.
“Minha rotina é 100% para eles. Desde a hora que acordo até a hora de dormir.”
Ela relembra que os primeiros sinais de que algo era diferente com Pedro começaram a surgir por volta dos dois anos de idade.
“Ele começou a andar na ponta dos pés, não queria dormir e parecia estar regredindo em alguns comportamentos. Foi aí que comecei a pesquisar e buscar ajuda.”
O diagnóstico veio pouco antes dos três anos de idade e, segundo ela, foi um choque. “Foi um baque. Muito difícil no começo.”
Além da adaptação emocional, Talita também enfrenta dificuldades financeiras relacionadas ao tratamento do filho. Os tratamentos chegam a cerca de R$ 3 mil por mês e a família faz o possível para não faltar nada.
Mesmo diante das dificuldades, ela afirma que a maternidade mudou completamente sua forma de enxergar a vida.
“A maternidade desenvolve um lado mais amável na gente. Você aprende a entender mais as pessoas e relevar muita coisa.”
Ao falar sobre si mesma, Talita se emociona ao perceber o quanto mudou depois dos filhos.
“Eu achei que era fraca, mas descobri que sou muito forte.”

