A Prefeitura de Maringá reabriu neste domingo (3) o Jardim Imperial Japonês do Parque do Ingá após mais de quatro anos fechado. O espaço passou por uma ampla revitalização, com investimento de R$ 1,1 milhão em recursos próprios, e volta a integrar as opções de lazer e turismo da cidade.
A requalificação foi conduzida pelo Instituto Ambiental de Maringá (IAM) e resgata o caráter contemplativo do jardim, agora com novas estruturas inspiradas na cultura japonesa. Entre as melhorias estão um novo portal de entrada, espaço zen, áreas para piquenique, lago com carpas e um gazebo.
O projeto seguiu diretrizes do engenheiro Hiroshi Kawashimo, de Kakogawa, no Japão, com desenvolvimento arquitetônico assinado por Marcos Kenji. A proposta buscou valorizar elementos tradicionais japoneses aliados à preservação ambiental.
Além das intervenções, o espaço passa a homenagear o fotógrafo pioneiro Kenji Ueta, que chegou à cidade em 1951 e registrou momentos marcantes do desenvolvimento de Maringá. Uma estátua foi instalada no jardim em reconhecimento ao seu legado histórico e cultural.
A cerimônia de reabertura contou com apresentação de taiko do grupo Wakadaiko e reuniu autoridades, representantes da comunidade nipo-brasileira e moradores. Durante o evento, o prefeito Silvio Barros destacou a importância do espaço como um dos principais cartões-postais da cidade e reforçou que a entrada no parque seguirá gratuita, mesmo com futuros avanços na estrutura.
Moradores que participaram da reabertura elogiaram a revitalização. Para muitos, o novo ambiente amplia as opções de lazer, fortalece o turismo e valoriza a memória dos pioneiros. A iniciativa também foi apontada como um incentivo ao contato com a natureza e à promoção da qualidade de vida.
Segundo o IAM, o projeto é resultado de parceria entre poder público e comunidade, com foco na preservação ambiental e no uso sustentável do espaço. A expectativa é que o jardim se consolide como um ponto de convivência, cultura e contemplação dentro do Parque do Ingá.






